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TSE considera a hipótese de poupar Temer

Josias de Souza A equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral julga ter reunido provas suficientes para sustentar que o financiamento da campanha à reeleição de Dilma Rousseff e Michel Temer incluiu verbas desviadas do esquema criminoso da Petrobras. São evidências documentais e testemunhais suficientes para justificar a cassação da chapa que prevaleceu em 2014. Como Dilma já foi deposta, o mandato que está em jogo é o de Temer. E já começam a soar no TSE avaliações sobre a conveniência de poupar o substituto constitucional de Dilma. O  blog  ouviu dois dos sete ministros que compõem o plenário do TSE. Um deles disse que o tribunal não pode ficar alheio à conjuntura. Acrescentou que, ao julgar o processo, os ministros “talvez tenham que fazer um juízo atenuatório, levando em conta as consequências” de uma interrupção da Presidência de Temer. O outro ministro declarou que “a eventual preservação do mandato do presidente substituto não seria nenhuma aberração jurídica.” ...

Ex-ministro diz que Moraes é irresponsável ou incapaz

Subprocurador-geral da República Eugênio Aragão critica atual titular da Justiça, que antecipou nova fase da operação O Estado de S.Paulo - Isadora Peron Ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff, o subprocurador-geral da República Eugênio Aragão, disse ao Estado que as declarações do atual ministro da Justiça, Alexandre Moraes(foto), sobre uma nova fase da Operação Lava Jato esta semana mostram que ele “é um incapaz ou é irresponsável”. “Incapaz porque estaria a brincar com coisa séria. Um ministro não pode se manifestar de empolgação em campanha, entregando ao público assuntos sigilosos de sua pasta”, afirmou. “Ou irresponsável, porque, no momento em que vivemos, autoridades públicas não devem provocar clamores. Devem, isto sim, acalmar a população”, completou. Para Aragão, a declaração de Moraes “dá margem à suspeita de que ele, governo, e a Lava Jato, estão agindo de comum acordo com finalidade política”. “Fico só imaginando se, quando ministro, eu desse uma declaraçã...

FHC: “Temer não se impôs como líder nacional”

Ao Jornal argentino “Clarín”, FHC diz que Temer não se impôs como líder nacional   Jornal do Brasil De passagem por Buenos Aires para um encontro privado com o presidente argentino Mauricio Macri, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse, em entrevista publicada neste domingo (25) pelo jornal  El Clarín , que Michel Temer, no comando do país, ainda não se impôs como um líder nacional e que seu governo precisará reverter a falta de popularidade no curto tempo que resta. "(O governo Temer) não é um governo que tenha um ponto de partido popular forte, mas sim um ponto de partida do Congresso forte porque seu poder deriva da vontade dele (do Legislativo). Então, ele terá que preencher um certo vazio de popularidade e, mas que isso, de liderança. Dilma perdeu a liderança e Temer ainda não se impôs como líder nacional. Ele terá que fazê-lo, o tempo é curto e os desafios são enormes", analisou FHC.

Cunha desmente colunista e o chama de pilantra

O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) publicou uma sequência de mensagens em  seu Twitter , em que contesta nota deste domingo de Lauro Jardim (confira  aqui ), a quem chama de "pilantra". Confira (sic): So para nao deixar passar sem registro, o pilantra que escreve domingo em O Globo e faz questao de dar noticias falsas sobre mim, (cont ) Vem hoje de novo com as sua fantasias Primeiro, estou escrevendo um livro e nao dois como ele fala Segundo,nao tive negativa de nenhuma editora,ate porque nao procurei nenhuma.Eu e que sou procurado e mantenho negociacao normal comercial Terrceiro,em nenhum momento e a ninguem, falo sobre o conteudo do livro ,que sera surpresa, salvo sobre o tema impeachment As ilacoes do jornalista desafeto e mau carater,nao tem amparo nos fatos,alias como em tudo que publica sobre mim, sempre desmentindo Impressionante gastar metade da coluna comigo, em descricao absolutamente fantasiosa e cheia de detalhes inexistentes Quem nao se lem...

Lava Jato poderá receber informações do Panama Papes

Lava Jato recebe sinalização positiva sobre compartilhamento de datos do Panama Papers Folha de S. Paulo  ColunaPainel –  Natuza Nery  A área internacional da Lava Jato está otimista com a possibilidade de receber dados do Panama Papers. A solicitação será feita à Justiça panamenha assim que os procuradores definirem a qual parte dos papéis querem ter acesso.  Diferentemente do que aconteceu com pedidos ligados à Odebrecht — que sofreram resistência do país –, a Justiça local tem mostrado boa vontade para compartilhar esse material.

Renan quer grande articulação para anistia do Caixa 2

Lauro Jardim - O Globo Renan Calheiros tem defendido que haja uma "grande articulação", envolvendo o Planalto, o Senado, a Câmara, o STF, oposição e empresariado para que seja aprovada a anistia do caixa dois. Um curioso mediu: empilhados, os anexos das delações da Odebrecht somam até agora 4,5 metros. Dá o equivalente a um andar e meio de delação. Já a Operação Greenfield deu filhotes. Já foram abertos vinte inquéritos a partir de sua deflagração há duas semanas. E esta foi só a primeira fase.

Lava Jato para todos, mas Temer não será investigado

Helena Chagas O movimento do ministro do STF Teori Zavascki de autorizar o início de apurações sobre caciques do PMDB e do PSDB citados na delação de Sérgio Machado – inclusive o presidente Michel Temer – serviu para mostrar, nesta temporada pré-eleitoral, que a Lava Jato é para todos, e não só para o PT. Afinal, nos últimos dias, com a apresentação e o acolhimento da denúncia contra Lula e a operação que prendeu e soltou Guido Mantega, ficou a impressão de que canhão havia se voltado quase que exclusivamente para os petistas. Não é e não será assim, sobretudo depois das delações que, sabe-se, vão citar democraticamente mais de uma centena de políticos de vários partidos. É razoável supor, porém, que essas apurações, apenas autorizadas por Teori, vão demorar, já que serão coordenadas pelo STF, que por suas características tem um ritmo mais lento  do que a força tarefa de Curitiba. Além disso, advogados experientes justificam a cautela necessária do STF, que sequer abr...

Mendes e financiamento:só mudando modelo partidário

Para o ministro Gilmar Mendes, membro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, não adianta mudar o sistema de financiamento de campanha sem antes mudar o modelo partidário vigente no Brasil. “O PC Farias, no governo Collor, criou uma máquina permanente de captação de recursos, fora dos períodos eleitorais. O mensalão aprofundou o processo e no petrolão veio o modelo de financiamento via estatais. E assim chegamos a esse capitalismo de partido que temos hoje. Agora temos de fazer a viagem de volta.”  A disputa eleitoral já tem 236 processos contra 105 veículos midiáticos, empresas de pesquisas e redes sociais, movidos por partidos, candidatos e pelo Ministério Público Eleitoral. O levantamento foi feita pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Facebook e Google concentram 50% dos processos . Além disso, estão na lista 53 jornais, 18 blogs, 11 sites e 14 empresas de rádio e TV, conforme a colun...

Lava Jato: Palocci é o próximo alvo

Depois de Mantega, Palocci é o próximo alvo da Lava Jato. Quem teve acesso às investigações afirma que o ex-todo poderoso dos governos Dilma e Lula deixa Mantega parecendo um cobrador de trocados. Chico D´Ângelo (PT-RJ) denuncia que o Ministério da Saúde cancelou os serviços de banda larga de milhares de Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o país. — Isso é grave porque interfere, por exemplo, no agendamento que reduz tempo de espera em consultas e exames. Prefeitos que investiram na compra de computadores para informatizar as UBS gastaram tempo e dinheiro e agora ficam a ver navios.

É hora de barrar o arbitrio

André Singer – Folha de S.Paulo O juiz Sergio Moro colocou nesta quinta (22) a gota d'água no copo da escalada de arbítrio em curso no país. Curiosamente, o fez  ao liberar, por razões humanitárias, o ex-ministro Guido Mantega  depois de algumas horas na Polícia Federal de São Paulo, e não ao mandá-lo para a prisão por cinco dias ou dez dias, como havia decidido de início. Pois, se era possível soltá-lo, não havia necessidade de prendê-lo, e a arbitrariedade da detenção ficou evidente. Não sou eu quem o diz, mas o insuspeito de petismo Reinaldo Azevedo. "Força-tarefa e juiz quiseram dar um recado: 'Mandamos soltar e prender quando nos der na telha'",  escreveu o colunista . O recado foi entendido. A justificativa de Moro revelou-se tão frágil que, desta vez, ninguém engoliu. "Considerando o fato de que as buscas nos endereços dos investigados já se iniciaram (...) reputo, no momento, esvaziados os riscos de interferência da colheita de provas", e...