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Renan e Aécio saem feridos da gravação de Machado

Blog do Kennedy O presidente do Senado, Renan Calheiros, e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) saem feridos politicamente de uma gravação feita pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que negociou delação premiada no âmbito da Lava Jato. Machado já havia gravado o senador Romero Jucá, que perdeu o Ministério do Planejamento com a revelação feita pela “Folha de S.Paulo” na segunda. A nova gravação deixa mal o presidente do Senado, mas não tão mal quanto os diálogos com o ex-presidente da Transpetro deixaram Jucá. O presidente do Senado não chega a falar em pacto contra a Lava Jato, como fez Jucá. Renan expressa críticas à operação. Propõe que delação premiada só possa ser feita por quem não está preso. E sugere negociar uma transição com o Supremo Tribunal Federal no caso de queda de Dilma, fosse pela implantação de um semiparlamentarismo, como defendeu publicamente o peemedebista, ou pelo impeachment, processo que está em curso e instalou Michel Temer no poder. Ministros...

O novo homem bomba

Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo Sérgio Machado, o novo delator da praça, é um exemplar típico do "homo brasiliensis". Filho de político, dono de uma emissora de TV, não teve dificuldade para comprar a entrada no Congresso. Começou no PMDB, elegeu-se deputado e senador pelo PSDB e voltou ao partido de origem para disputar o governo do Ceará, em 2002. Derrotado nas urnas, recorreu à proteção de amigos para continuar no poder. Assim que o PT chegou ao Planalto, o senador Renan Calheiros o indicou para presidir a Transpetro, a subsidiária de transportes da Petrobras. Machado chefiou a estatal por 12 anos. Só caiu em fevereiro de 2015, depois de sucessivas licenças para tentar escapar do foco da Lava Jato. A tática da submersão não deu certo. Os procuradores continuaram a cercá-lo, acumulando indícios de corrupção. Quando a prisão se tornou iminente, o peemedebista resolveu virar delator. Pôs um gravador no bolso e saiu à caça de frases que comprometessem os pad...

Temer pode ter encontrado com Machado, temem amigos

Aliados do presidente interino Michel Temer admitem que ele pode ter se encontrado com Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro responsável pelas gravações que derrubaram Romero Jucá do governo, nos últimos meses. Por por isso, há receio, no Palácio do Planalto, que ele também venha a ser atingido por gravações clandestinas. Assessores de Temer relatam um clima de apreensão no governo e defendem que ele afaste em até 30 dias ministros citados na operação ou que respondam a acusações judiciais, como Henrique Eduardo Alves (Turismo), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e Maurício Quintella (Transportes), na tentativa de conter debandadas na base aliada. Segundo reportagem de Valdo Cruz, na Folha de S.Paulo, nas palavras de um assessor presidencial, o que preocupa o governo interino é o "fator do imponderável" sobre novas denúncias e a possibilidade de novos áudios causarem debandadas na base aliada às vésperas de votações de medidas econômicas no Congresso.

Afastamento final de Dilma em agosto

A análise da fase intermediária do processo de afastamento da presidente Dilma pode se dar entre os dias 1º e 2 de agosto, segundo cronograma elaborado e apresentado, ontem, na Comissão Especial do Impeachment, pelo senador Antônio Anastasia (PSDB-SP). Mas  terá ainda de ser submetido à votação no colegiado. A comissão especial se reuniu no final da manhã de ontem para discutir o plano de trabalho de Anastasia. Mas antes de o cronograma ser votado, o presidente do colegiado, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), atendeu a um pedido de vista (mais tempo para analisar o caso) de parlamentares da oposição e adiou para 2 de junho a análise da proposta. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) foi um dos parlamentares que defendeu o adiamento da análise do cronograma. Para o petista, o cronograma só deve ser votado após a apresentação da defesa prévia de Dilma, o que deve ocorrer em 1º de junho. “Ao invés de definir o cronograma agora, sem saber os pleitos da defesa, apelo para a gente receb...

Lula quer nova eleição se Dilma retomar cargo

Estadão Esperançoso de que Dilma Rousseff possa retomar o mandato no rastro das crises que atingiram o governo Temer, o PT traçou um roteiro de sobrevivência no poder. O ex-presidente Lula defendeu em reunião com senadores do partido que, se reassumir o mandato, Dilma deve pedir um plebiscito para antecipar as eleições presidenciais. Raciocina que Dilma não terá força política para concluir o governo e isso inviabilizaria o partido numa disputa só em 2018. Ontem, Lula e senadores estiveram com a presidente. Ela mais ouviu do que falou. No encontro no Palácio da Alvorada, Lula avaliou que o governo Temer tem ajudado a trazer Dilma de volta mais do que os movimentos sociais ou os senadores aliados. Só 12 dos 22 senadores convidados compareceram à reunião com Dilma. Lula deixou o jantar por volta das 22 horas, dizendo que teria outra agenda. Ninguém ousou perguntar com quem.

O silêncio de Temer

Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo Em  discurso  para as câmeras de TV, o presidente interino deu um tapa na mesa, citou cinco vezes a palavra "moralidade" e disse que já "tratou" com bandidos. Ficou devendo uma explicação sobre o  grampo  de Romero Jucá, que durou apenas 12 dias em seu ministério. Na véspera, sem transmissão ao vivo, Michel Temer cobriu o aliado de palavras elogiosas. Em nota, exaltou "o trabalho competente e a dedicação" de Jucá. Enalteceu sua "excepcional formulação", seu "correto diagnóstico" da crise e "sua imensa capacidade política". Parecia um discurso de entrega de medalha, mas era o anúncio da demissão do auxiliar. Jucá caiu por causa da gravação, revelada pelo repórter Rubens Valente, em que discutia um "pacto" para "estancar a sangria" causada pela Lava Jato. Temer não opinou sobre a conversa. Dois de seus ministros saíram em defesa do peemedebista. O chanceler J...

Moro mete medo em Lula

Do blog Diario do Poder A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para que as ações contra a sua nomeação para a Casa Civil não sejam extintas e sejam levadas a julgamento no plenário da Corte. Na peça, os advogados pedem que o Tribunal reconheça que Lula teve o status de ministro de Estado no período entre 16 de março e 12 de maio e também as "consequências jurídicas decorrentes dessa situação". A defesa de Lula argumenta que ele "preenchia, como ainda preenche, todos os requisitos previstos no artigo 87 da Constituição Federal para o exercício do cargo de Ministro de Estado, além de estar em pleno exercício de seus direitos políticos". Relator dos mandados de segurança impetrados pelo PSDB e pelo PPS, o ministro Gilmar Mendes determinou o arquivamento das ações após a exoneração de Lula ser publicada no Diário Oficial da União no último dia 12, quando a presidente Dilma Rousseff deixou o car...

Temer: interinidade não significa que país deva parar

Presidente nega que seu governo quer eliminar investigações e afirma que não pode ‘invadir’ competência de outro poder O Gloo - Martha Beck, Bárbara Nascimento, Eduardo Barretto e Simone Iglesias Em discurso de apresentação de medidas econômicas no Palácio do Planalto nesta terça-feira, o presidente interino Michel Temer afirmou que, apesar de estar em situação de interinidade, isso não significa que o país deve parar. Ele refutou que haja qualquer ruptura com a Constituição em seu governo e disse que o cargo de vice-presidente e a possibilidade de que este assuma a chefia de Estado em caso de afastamento do titular é uma consequência do próprio texto da Constituição. Temer também reafirmou que seu governo não interfere nas investigações da Lava-Jato, disse que sofre "agressões psicológicas" e ressaltou que as medidas de sua gestão serão tomadas em sintonia com a sociedade. Ao comentar as indas e vindas de seu governo, Temer chegou a bater na mesa com veemência, dizend...

Congresso autoriza deficit de até R$ 170,5 bilhões

Votação teve início após mais de 16 horas de sessão para análise de vetos. Depois de quase 17 horas de sessão, o Congresso Nacional aprovou na madrugada desta quarta-feira (25) a nova meta fiscal para 2016, proposta pelo governo interino de Michel Temer, prevendo déficit de R$ 170,5 bilhões. Inicialmente, o governo da presidente afastada, Dilma Rousseff, havia pedido uma revisão da meta fiscal, para autorizar déficit de R$ 96 bilhões. A aprovação era considerada essencial pela equipe econômica de Henrique Meirelles para não afetar despesas sensíveis  com programas sociais e foi o primeiro teste de Temer no Congresso. Parlamentares do PT criticaram a mudança: “Esse número é absolutamente artificial e incorreto. É uma metodologia contraditória que busca criar um cenário de terra arrasada, que não é o da economia brasileira hoje, para justificar medidas que visam atingir os programas sociais. Conhecemos essa história », disse o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).(BR 247). ...

Temer prevaleceu em madrugada de flashbacks

Blog do Josias de Souza Se o afastamento de Dilma ensinou alguma coisa foi que o miolo fisiológico do Congresso só merece confiança até certo ponto. O ponto de interrogação. Resta agora saber qual será o preço do voto no balcão da fisiologia Se você conseguir visualizar o governo como um filme, poderá entender melhor o que aconteceu no plenário do Congresso na madrugada desta quarta-feira. Exibiu-se o mesmo filme pela terceira vez. A diferença é que os mocinhos trocaram de papel com os bandidos. E vice-versa. Houve, de resto, um ajuste no enredo. Proposto pelo interino Michel Temer, o rombo no Orçamento de 2016, de R$ 170,5 bilhões, é maior do que os buracos que Dilma Rousseff, a afastada, havia apurado em 2014 e 2015. Temer  prevaleceu  com a providencial ajuda de Renan Calheiros, com quem conversara no início da noite de terça-feira. Já meio entediado de dirigir a mesma cena pela terceira vez, Renan reagiu com frieza no instante em que parlamentares do PT e do PCdo...