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De cabeça para baixo

Ruy Castro - Folha de S.Paulo A mulher e a filha do deputado Eduardo Cunha pediram para ser julgadas pelo STF, e não pela 13ª Vara Federal de Curitiba -leia-se juiz Sergio Moro. O ex-ministro da Comunicação Social Edinho Silva também pediu ao ministro Teori Zavascki que o inquérito aberto contra ele não seja mandado para Curitiba -aliás, se não for querer muito, ele preferiria que Teori levasse o recurso para julgamento na Segunda Turma do STF, da qual o ministro faz parte. Vindos de patriotas tão remotos quanto improváveis, há vários pedidos de impeachment do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para apreciação do presidente do Senado, Renan Calheiros -este, por acaso, alvo de nove inquéritos na Lava Jato. Quatorze senadores, por sua vez, querem abertura de processo disciplinar contra o juiz Sergio Moro por "abuso de autoridade". O mesmo motivo pelo qual Lula quer processar o juiz, principalmente depois que suas trapalhadas com os famosos sítio e tríplex foram ...

Cunha a Temer: "Pense 2 vezes antes de me abandonar"

Aliados do presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha dizem que ele já enviou mais de um recado ao Palácio do Planalto para que Michel Temer pense duas vezes antes de abandoná-lo,  informa Natuza Nery, na coluna Painel da Folha de S.Paulo. Segundo a colunista, u m ministro de Temer diz que o governo está fazendo de tudo — mandinga, oração, três pulinhos — para não ser atingido por uma eventual delação premiada de Cunha. "Apesar disso, palacianos comemoram o resultado das últimas votações. Dizem que caiu por terra o mito de que, sem Cunha, a pauta de Temer não avançaria. O grupo próximo ao ex-tesoureiro João Vaccari Neto, que vem sendo pressionado pela família a fechar delação, ficou furioso com a decisão do PT de rechaçar a ideia de leniência partidária" A sigla sustenta que, se reconhecer que obteve dinheiro de maneira ilícita, colocará sob suspeita todos que receberam repasses do diretório nacional.

Marqueteiro de Dilma vai delatar caixa 2 na campanha

O marqueteiro João Santana deve admitir que recebeu dinheiro para a campanha de Dilma Rousseff por meio de caixa dois, informa  Mônica Bergamo , na sua coluna da Folha de S.Paulo desta segunda-feira. Mais detalhes alinhados por Mônica: Santana resiste a fazer delação premiada, mas precisa responder a questionamentos nos processos que correm contra ele por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. De acordo com amigos do publicitário, será difícil ele contestar os  indícios colhidos pela Operação Lava Jato  que mostram pagamentos feitos a ele para a campanha de 2014. Mônica Moura, mulher de Santana e também presa na Operação Lava Jato, já disse a procuradores que empresas contribuíram para a campanha de Dilma no caixa dois. Ela está fazendo delação premiada. Santana está trabalhando na faxina do complexo penal em que está detido. Ele tenta também dar aulas de inglês. Os dias trabalhados são descontados das penas que os presos têm que cumprir.

Compra de remédios: nova fonte de fraudes na Petrobras

Programa era apenas para funcionários, mas reembolsou drogas até para cães, diz ‘Fantástico’ O Globo Um programa da Petrobras destinado a compra de remédios se transformou em mais uma fonte de fraudes na estatal. Reportagem exibida neste domingo pelo “Fantástico”, da TV Globo, revelou que o uso ilegal do benefício causou prejuízos mensais de R$ 6 milhões, valor correspondente a um terço dos gastos totais do programa. Levantamento interno apontou 13 mil receitas com reembolso irregular, incluindo até o caso de compra de remédios para o cão de uma funcionária. O programa, criado para beneficiar cerca de 300 mil funcionários e seus dependentes, custava mensalmente R$ 30 milhões à estatal. Com a crise, a Petrobras mudou o modelo do benefício, chamado de securitização, e contratou a empresa Global Saúde, em setembro do ano passado, para tentar economizar. Como a nova firma passou a receber um valor fixo de R$ 15 milhões, promoveu um pente-fino nos reembolsos e achou mais de 13 mil re...

Inquérito sigiloso para propina de Renan do exterior

Folha de S.Paulo – Márcio Falcão e AquirreTalento A PGR (Procuradoria-Geral da República) investiga se o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recebeu propina no exterior por meio do lobista Jorge Luz, referente a um negócio da Petrobras na Argentina. É a primeira frente de investigação da Operação Lava Jato que relaciona Renan a um possível recebimento de vantagem indevida também fora do país. Até então, os relatos contra o peemedebista eram de que ele foi beneficiado de desvios na Petrobras por meio de doações legais ou de dinheiro em espécie. Tamém são investigados, no mesmo caso, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE). Inquéritos contra Renan na Lava Jato 1.    Investiga participação do senador em organização criminosa na Petrobras 2.    Investiga se Renan e Aníbal Gomes atuaram para manter Paulo Roberto Costa na diretoria da Petrobras 3.    Investiga desvios na Eletronuclear que ...

Odebrecht: rotina espartana na carceragem da PF

Folha de S.Paulo – Walter Nunes Marcelo Odebrecht segue uma rotina espartana dentro da carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Acorda antes das 6h, come barrinhas de cereal, faz exercícios físicos, toma um café da manhã mais reforçado e então se dedica a assuntos de sua delação. Repete a sequência durante o dia: mais exercícios, mergulha nos processos, dá um intervalo para as refeições. Dorme após o "Jornal Nacional", que ouve porque o doleiro Alberto Youssef sobe o som da única TV da carceragem. Passa 22 horas dentro do xadrez de 16 m². Tem direito a duas horas de banho de sol, mas usa o tempo para falar com seus advogados. O cotidiano fez com que Marcelo ganhasse músculos e bom conhecimento do Código de Processo Penal. Há dias está só na cela. Ao chegar pela segunda vez à superintendência, em fevereiro, Marcelo dividiu o xadrez com quatro traficantes de drogas. Depois, ficou com Alberto Youssef. A defesa do empreiteiro não queria que a ...

Renan pede, Temer autoriza: obras inacabadas

Leandro Mazzini - Coluna Esplanada O Senado Federal terá uma comissão especial para levantar todas as obras com recursos federais inacabadas no País. A decisão do presidente Michel Temer atende a um pedido do presidente do Senado, Renan Calheiros, com quem se reuniu ontem no gabinete no Planalto, após a reunião com os governadores. Renan Calheiros vai anunciar a comissão até esta quarta-feira. Ainda não há formato definido para o grupo, prazos e como vai trabalhar. Mas há um consenso: destravar obras pequenas e médias paradas por falhas técnicas ou problemas de atrasos nos pagamentos. As obras interrompidas pelo Tribunal de Contas da União por problemas graves após fiscalização não entram no rol. Os partidos serão avisados para escalar pelo menos dois senadores, por ora. A comissão, com acompanhamento técnico do Palácio, fará uma relação que será encaminhada a Temer e ministros palacianos – e deles para os ministérios responsáveis pela execução das obras. A prioridade na ...

Na batalha do impeachment, Temer marcou um ponto

Blog do Kennedy O Senado é a Casa do Congresso que representa as Unidades da Federação. O poder dos governadores sobre senadores é um instrumento eficaz de pressão. Numa hora em que precisa se consolidar no poder e na qual enfrentará ainda a batalha de votar o impeachment em definitivo de Dilma no Senado, Temer faz uma articulação que favorece os seus interesses políticos. Um acordo com os Estados tende a angariar a simpatia de governadores e senadores. Como foi um assunto que se arrastou no governo Dilma, ao resolvê-lo agora, Temer mostra maior capacidade para governar do que Dilma. Todos os Estados aceitaram. Ele resolveu rapidamente um tema delicado. É uma solução temporária, que dá um alívio de dois anos aos Estados. Logo, ali na frente, poderá surgir nova tentativa de renegociação, mas, até lá, haverá tempo para o Congresso tentar aprovar uma reforma tributária e fiscal e para o país voltar a crescer, elevando novamente a arrecadação de impostos da União, dos Esta...

O réu comentarista

Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo O anúncio teve ar de suspense. Afastado da Câmara por decisão do Supremo, Eduardo Cunha  convocou a imprensa para uma coletiva antecipar o assunto. O Congresso se preparou para uma bomba, mas a montanha pariu um rato. Ou um "papabiru", como PC Farias costumava chamar o pupilo. Cunha não renunciou, não confessou, não delatou e não contou nada de novo. Num monólogo de uma hora e meia, repetiu os argumentos de sua defesa e fez um retrospecto da própria carreira. Ainda encontrou tempo para falar mal dos adversários e dissertar sobre temas diversos, como a última eleição presidencial. Sem os afazeres do mandato, o deputado tenta se reocupar como réu comentarista. O problema é que há cada vez menos gente disposta a ouvi-lo. Os canais de telejornalismo transmitiram o início da fala, mas cortaram o sinal quando perceberam que não haveria notícia relevante. A cobertura ao vivo só continuou na TV Câmara, que não tinha justificativa par...

Para Temer, melhor antecipar impeachment

Folha de S.Paulo O presidente interino, Michel Temer, afirmou que seria melhor que a conclusão do processo de impeachment de Dilma Rousseff fosse antecipada para evitar uma "saia justa" política durante a Olimpíada no Rio. A declaração foi feita em entrevista ao jornalista Roberto D'Avila exibida na noite desta terça (21) pelo canal GloboNews. Questionado sobre se a presença de dois presidentes no evento não provocaria um embaraço internacional, Temer declarou: "Não ficou bem [o cronograma do processo]. Eu diria que se o processo de impedimento se antecipasse seria melhor. Seja a meu favor ou a favor de Dilma", afirmou. Na semana passada, o Comitê Organizador da Rio-2016 afirmou que convidará  tanto o presidente interino quanto a presidente afastada para a cerimônia de abertura dos Jogos, em 5 de agosto, no Maracanã. Na data, pelo  cronograma atual , os trabalhos da comissão especial do Senado que analisa a cassação de Dilma ainda não estarão encerrado...