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Cadê os R$ 20 bi arrecadados pelo PT?

As eleições municipais chegam com algumas mudanças nas regras que chamam atenção e que precisam de fiscalização rigorosa em função da minirreforma eleitoral aprovada pelo Congresso. A maior delas está no tempo da campanha, reduzido pela metade. Foi aberta também uma janela da infidelidade para troca de partidos, promulgada ontem pelo presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL). Detentores de mandato parlamentar, no caso deputados federais e estaduais, terão 30 dias, a contar de hoje, para mudar de partido com vistas às eleições municipais. O ponto mais polêmico está no financiamento das campanhas. A minirreforma estabeleceu limite de gastos conforme o cargo disputado. Os parlamentares tentaram derrubar decisão do STF de proibir doações de empresas privadas a partidos políticos, mas não conseguiram. As limitações de doações impostas pelo Congresso – de R$ 8 mil para vereadores e R$ 100 mil para prefeitos – mudarão profundamente as campanhas. Na última segunda-feira, ao lanç...

Maior derrota de Cunha faz governo respirar

Renato Rovai A reeleição de Leonardo Picciani (RJ(, que teve 37 votos contra 30 de Hugo Mota (PI) para a liderança do PMDB é a primeira grande vitória da dupla Wagner-Berzoini, que assumiu a articulação política em substituição a Aloisio Mercadante no final do ano passado exatamente para fazer com que o governo parasse de acumular derrotas nos embates contra Eduardo Cunha. A vitória de Picciani é claramente uma grande derrota de Cunha e ao mesmo tempo uma moderada vitória de Dilma, que passa a respirar não só com aparelhos. Se o governo Dilma fosse derrotado hoje, dificilmente conseguiria terminar o ano bem. Com a vitória, pode ao menos acumular esperanças de lutar por dias melhores. O Palácio agora tem todas as condições de dialogar com outras bancadas para impedir que o processo de impeachment na Câmara tenha continuidade. Para isso, porém, vai ter de garantir com Picciani que ele indique ao menos seis dos oito membros do partido para votar contra o processo. Se isso aco...

Uma confissão

Carlos Brickmann A informação é oficial: a Petrobras está demitindo 30 mil funcionários administrativos e devolvendo 240 mil m² de escritórios, alugados de 2005 para cá. Segundo a empresa, a produção continuará a mesma. Os 30 mil funcionários que saem e os milhares de m² alugados não farão falta. A Petrobras deixa prédios que ocupava em Macaé, RJ, na Bahia e no Espírito Santo - onde já tinha construído novas sedes, mantendo o aluguel das antigas. Em Macaé, houve a devolução de escritórios em três endereços. Em Salvador, parte da área financeira foi transferida para a Torre Pituba, que pertence a seu fundo de pensão, o Petros, e foi construída, claro, por Odebrecht e OAS. Mas até o fim do ano a empresa paga os novos aluguéis e os antigos. E quem alugava cinco imóveis para a Petrobras no centro do Rio? O BTG Pactual - o banco de André Esteves. Há dúvidas sobre os motivos que levaram a Petrobras ao prejuízo?

Dilma conclama bolivarianos para sua defesa

Leandro Mazzini - Coluna Esplanada O assessor especial da Presidência Marco Aurélio Garcia usa bom trânsito com países vizinhos para pedir aos bolivarianos aliados apoio à presidente Dilma Rousseff – contra o impeachment – e ao ex-presidente Lula, envolto em denúncias de corrupção. Evo Morales (Bolívia), Rafael Corrêa (Equador) e Nicolas Maduro (Venezuela) já aderiram à campanha encampada por Garcia e vão começar a vociferar em público sobre suposto golpe da direita. O trio bolivariano é craque no discurso. Eles não têm poder ou qualquer ingerência sobre a Justiça brasileira, mas atuarão como protagonistas de forte propaganda eleitoral. Enquanto isso o algoz de Dilma, o enrolado presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pede tempo ao STF para se manter no cargo e tocar o processo.

Governo e oposição empurram país para o abismo

Ao manter clima de guerra de 2015, políticos agravam crise econômica Blog do Kennedy Ao manter o mesmo nível de confronto de 2015, o governo e a oposição estão empurrando o Brasil para o abismo neste ano. A presidente Dilma Rousseff continua com um discurso errado. Fala em diálogo, mas age de forma arrogante. Não faz autocrítica sobre os erros que cometeu. Diz que a única saída é aprovar a recriação da CPMF e ponto. Não tenta estabelecer uma ponte com a oposição para conversar sobre a crise fiscal do país. Promete uma reforma da Previdência ciente das dificuldades no próprio PT. Ou seja, deveria antes articular uma defesa do seu partido à ideia. A responsabilidade maior pela crise econômica é do governo, mas a oposição também tem a obrigação de ajudar o país. No entanto, o PSDB fala numa semana que terá disposição para o diálogo, mas diz na outra que não mudou um milímetro sua atitude oposicionista. Ora, os dois lados fazem teatro ao falar em dialogar a respeito de proje...

Os vícios e as virtudes

Carlos Brickmann Consta que, certa vez, contaram ao presidente Abraham Lincoln que seu mais importante general, Ulysses Grant (que também chegaria a presidente dos EUA) vivia bêbado. Lincoln replicou: então é melhor mandar o mesmo uísque aos meus outros generais, para que sejam vitoriosos como ele. mais recentemente, o marechal Bernard Montgomery recebeu de Sua Majestade o título de Herói da Grã-Bretanha. E alfinetou o primeiro-ministro Winston Churchill, a quem não perdoava por comandar as tropas inglesas, mesmo tendo carreira militar muito menos brilhante que a dele: "Não fumo, não bebo, não prevarico e sou herói", disse Montgomery, referindo-se a alguns hábitos de Churchill. Churchill respondeu com o bom humor de sempre: "Eu fumo, bebo, prevarico e sou o chefe dele". Churchill bebia (muito), Hitler não bebia. O presidente americano Franklin Roosevelt tinha mais de uma mulher, Hitler não tinha. O marechal von Bock, que comandou a invasão a Moscou, era oficial...

Impechment: derrota de Cunha não dá sossego a Dilma

Com a recondução de Leonardo Picciani à liderança do PMDB, o governo precisará avançar sobre o grupo de 30 eleitores de Hugo Motta para assegurar cenário favorável dentro do partido contra o pedido de impeachment de Dilma Rousseff. A equipe da presidente sabe que a vitória não é sinônimo de tranquilidade. Afinal, Eduardo Cunha segue com poder sobre outros partidos e caneta nas mãos. Ele promete “guerra” a Picciani. E isso significa guerrear contra o Planalto. Aliados de Cunha dizem que, além de contar com os 30 deputados que votaram em Motta para patrocinar chapas avulsas nas comissões, o presidente da Casa exerce influência poderosa sobre as bancadas de PP, PR, PTB e PSC. O governo espera que Picciani exerça uma espécie de “atração gravitacional” sobre os deputados hoje afinados com Cunha. Quer que o aliado se apresente como alternativa para assumir a presidência da Câmara.(Natuza Nery - Folha de S.Paulo)

Vitória de Picciani dificulta situação de Cunha na CCJ

Líder do PMDB deve indicar adversário do presidente da Câmara para comandar comissão De O Globo - Eduardo Bresciani e Júnia Gama A vitória de Leonardo Picciani na eleição para líder do PMDB deve causar problemas para a defesa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na tramitação do processo que pede sua cassação. Picciani deve indicar para presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) Rodrigo Pacheco (MG) ou Sérgio Souza (PR), ambos adversários de Cunha. Cabe à CCJ analisar recursos de Cunha sobre a tramitação do processo em andamento no Conselho de Ética. Para evitar perder o comando de comissões, o presidente da Câmara tem ameaçado apoiar candidaturas avulsas. A CCJ foi presidida em 2015 por Arthur Lira (PP-AL), aliado de Cunha. A confiança de Cunha no sucesso de recursos seus à comissão é tamanha que sua defesa pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que paralise o processo no Conselho de Ética até que a CCJ decida sobre um recurso que pede o direito de apre...

Janot diz que Cunha é extremamente agressivo

De O Globo - Vinicius Sassine e André de Souza Em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), "sempre se mostrou extremamente agressivo" e que o deputado tem o hábito de "retaliações a todos aqueles que se colocam em seu caminho a contrariar seus interesses". Janot, num documento de 119 páginas, defendeu a rejeição dos pedidos feitos pela defesa de Cunha na denúncia em curso no STF. Entre esses pedidos da defesa está a anulação dos depoimentos complementares do lobista Júlio Camargo, que afirmou que o deputado foi beneficiário de propina da Petrobras. Os métodos usados por Cunha, de "agressividade" e "retaliação", justificam a omissão inicial do lobista sobre a participação do deputado no esquema, segundo o procurador-geral. O parecer de Janot foi assinado em 26 de janeiro e estava sob sigilo. O STF derrubou o segredo dess...

Lula tem novo candidato (e até Armando Monteiro está na lista)

Por:  Rosângela Bittar O ex-presidente Lula começou a pensar objetivamente na impossibilidade de candidatar-se a presidente e passou também a tratar das alternativas que tem o PT. Em conversa há uma semana com um amigo não político, e por isso acredita-se que se despiu do jogo, introduziu um novo nome do seu partido no elenco da sucessão presidencial, o novo preferido: Fernando Pimentel. Comentou que continuam no jogo outros nomes, caso não venha mesmo a ser candidato, o que se tornou mais nítido após a intensificação das suspeitas contra ele e sua família de envolvimento em irregularidades nas operações Zelotes e Lava-Jato. E parece realmente estar guardando lugar para os petistas não se engalfinharem precocemente. Nesse quadro de nomes ainda possíveis estão com lugar permanente o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, se vier a ser reeleito; o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que tem ensaiado uma volta à cena, mesmo com uma administração burocrática, no automático,...