Pular para o conteúdo principal

Postagens

Toma lá, dá cá: nos bastidores da barganha

Na tática de oferecer cargos de peemedebistas no "varejão" da Câmara, o primeiro lance já foi dado. Entregar a presidência da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), antes ocupada por um aliado do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), para a sigla nanica do PTN, que daria dez votos a favor de Dilma.   A preocupação de assessores presidenciais é o tempo curto disponível para segurar e reconquistar aliados em siglas como PP, PR e PSD, que já avisaram à presidente sobre o risco de a maior parte de seus deputados votarem a favor da saída da petista do Palácio do Planalto. Um interlocutor da presidente reconhece que o tempo joga contra o governo, mas disse que estes partidos, incluindo na conta também o PTB, nunca ocuparam papel de destaque na Esplanada dos Ministérios e agora teriam a promessa de se transformarem em protagonistas caso Dilma sobreviva. O problema, reconhece outro assessor, é que o PMDB também está articulando na busca de conquistar o apoio destas legendas par...

PMDB arrasta Dilma para o poço

Esta e as três próximas semanas serão decisivas para o desfecho da maior crise dos últimos 50 anos. Até aqui, tudo conspira a favor do impeachment de Dilma, a começar pela opinião pública. Segundo o instituto Datafolha, 70% dos eleitores gostariam que a presidente fosse destituída do cargo. Amanhã, para complicar a sua situação de debilidade e fragilidade no Congresso, onde, na Comissão Especial do Impeachment, só tem 25 dos 65 votos, o PMDB anuncia seu desembarque do Governo. Isso, na verdade, será o começo do fim. Afinal, Dilma precisa reunir pelo menos 172 votos entre os 513 deputados para barrar o impeachment. Parece pouco, mas agora, sem o PMDB, é quase impossível. O único fator a favor de Dilma, ou que pelo menos atrapalha o seu impedimento, está na qualidade dos políticos envolvidos no processo, a começar pelo vice-presidente Michel Temer, o novo presidente em caso de impeachment. Em breve, estará sujeito a um inquérito. O senador Delcidio do Amaral disse em sua dela...

Planilhas têm políticos que não se candidataram

O Globo  As planilhas com 284 nomes, apreendidas pela força-tarefa da Operação Lava-Jato na Odebrecht, mostram como prováveis beneficiários políticos que não concorreram a eleições em 2012 ou 2014. Além disso, entre os documentos que listam doações do grupo, um deles faz referência à empresa Leyroz de Caxias Indústria e Comércio e Logística, atual E-Ouro Gestão e Participação. A distribuidora integra um esquema de sonegação de ICMS do Grupo Petrópolis, fabricante da cerveja Itaipava. A menção aparece em uma das tabelas com os supostos repasses a candidatos que disputaram as eleições de 2010. Naquele ano, a empresa doou R$ 4,3 milhões para políticos de diversos partidos, segundo a prestação de contas enviada ao TSE, e outros R$ 19,28 milhões para comitês e direções de siglas. Os políticos citados nos documentos apreendidos com Benedicto Barbosa Silva Júnior — presidente da Odebrecht Infraestrutura e um dos principais interlocutores do empresário Marcelo Odebrecht, preso na La...

PMDB já endereçou coroas de flores para Dilma

Blog do Josias O cronista Nelson Rodrigues dizia que morrer significa, em última análise, um pouco de vocação. Jurada de morte, a gestão Dilma finge estar cheia de vida. Mas o governo é um vivo tão pouco militante que o PMDB decidiu enviar-lhe coroas de flores e atirar-lhe na cara a última pá de cal. Deve fazer isso na próxima terça-feira, quando seu diretório nacional planeja desligar da tomada o aparelho que mantém a respiração artificial do governo. A situação da gestão Dilma é de uma simplicidade estarrecedora. Fraca, inepta e impopular, a presidente cavalga uma megacrise de três cabeças —ética, econômica e política. Sua administração encontra-se em estado terminal. Até o diretório do PMDB no Rio, que segurava a vela na porta da UTI, optou pelo  desembarque . Considerando-se o faro aguçado da caciquia que controla o partido, se o PMDB decidiu tomar distância é porque o governo chegou à fase da decomposição. Outras legendas virão atrás. Ah, o PMDB. Isso é que é par...

Odebrecht promete entregar Lula e campanha de Dilma

Para obter a delação premiada e se salvar, empreiteira terá de revelar segredos explosivos do relacionamento com os presidentes e contas de políticos na Suíça ÉPOCA - Diego Escosteguy e Daniel Haidar Entre os 28 mandados de condução coercitiva cumpridos na manhã da terça-feira, dia 22, a Polícia Federal levou três dos principais executivos da empreiteira Odebrecht para prestar depoimento. Durante algumas horas, eles tiveram uma amostra do que é a Operação Lava Jato. Diante das perguntas feitas pelos investigadores e das provas apresentadas a eles, os três tremeram. Depois de liberados, foram a um encontro com o restante da cúpula da empresa. Pressionaram para que a Odebrecht faça o que estuda há meses: colaborar com as investigações em troca de salvação. Os três disseram aos colegas que, se a cúpula não decidisse por essa saída, eles próprios iriam colaborar e, assim, a derrocada seria certa. Até mesmo o patriarca Emílio Odebrecht ficaria sob risco de cair. Consultaram até ...

Sem Dilma, o que restará a quem assumir?

Ilimar Franco - O Globo Não são todos os quadros do PSDB que acham que a deposição da presidente Dilma é a receita para todos os males. Avaliam que, se Dilma ficar, o país vai conviver com um governo com uma base minoritária e em frangalhos, sem iniciativa e força política. E com a insatisfação nas ruas. Mas, no caso de um governo Temer, este e os que o apoiam, incluindo a oposição, terão que agir num ambiente conflagrado. Consideram que um governo Temer terá mais oxigênio, mas têm dúvidas se ele conseguirá emplacar o que precisa ser feito. Lembram que os manifestantes que ocupam as ruas do país não reivindicam nenhum tipo de ajuste fiscal. Uma liderança do PSDB afirmou ontem que a divulgação da lista de doações eleitorais da Odebrecht é devastadora. Ela atinge todos os partidos e seus principais quadros. A oposição durante meses bateu na tecla, para detonar o PT, de que doação eleitoral era sinônimo de propina. A população já tem a imagem de que todos os políticos são iguais. Os...

O que queria a Odebrecht com delação que não existiu?

A denúncia que não passou de balão de ensaio deixou parlamentares de 24 partidos sob a ameaça de um escândalo Do IG São Paulo Sem chance de escapar ilesa da Operação Lava Jato, a Odebrecht decidiu nesta semana colocar em prática uma estratégia bem arriscada. Usou a opinião pública para sondar o impacto de uma possível delação premiada. Para isso, tentou causar confusão ao dar sinais de que teria feito um acordo com a Justiça. Muita gente graúda, ao acreditar que a empreiteira teria decidido entregar todo o esquema de que é suspeita, ficou com medo da denúncia. Quem acredita em coincidências? A Odebrecht soltou o balão de ensaio na terça-feira (22), mesmo dia em que a força-tarefa da Lava Jato apreendeu uma lista com mais de 200 políticos na casa de Benedicto Barbosa Silva Junior, ex-presidente de Infraestrutura da empreiteira. A PF investiga se a planilha tem relação com repasse de dinheiro de caixa dois para cam...

Lula teria pedido asilo, diz revista

Reportagem da revista Veja revela que o ex-presidente Lula tem um plano secreto para evitar prisão: pedir asilo à Itália e deixar o Brasil. Segundo foi apurado, ex-presidente e aliados estudam requerer que País europeu o receba como perseguido político. A matéria de capa da revista Veja desta semana diz ter descoberto um “plano secreto” do ex-presidente Lula, em caso de prisão. Segundo a publicação, Lula estaria pensando em pedir exilio na Itália. O plano, ainda segundo a revista, prevê que Lula pediria asilo a uma embaixada, de preferência a da Itália, depois de negociar uma espécie de salvo-conduto no Congresso, que lhe daria permissão para deslocar-se da embaixada até o aeroporto sem ser detido – e, do aeroporto, voaria para o País do asilo. A publicação diz narrar nas suas páginas o roteiro do plano. Numa crise que já revelou tramas e enredos antes inimagináveis, nada mais parece capaz de provocar surpresa nem espanto – e, no entanto, surpresa e espanto insistem em aparecer. ...

Gilmar e seu evento em Portugal: não é conspiração

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, sócio-fundador do Instituto Brasiliense de Direito Público, que organiza um evento em Lisboa com os principais artífices do golpe no Brasil, saiu em defesa do encontro nesta sexta-feira 25, depois de diversas críticas sobre o que seria uma conspiração contra o governo da presidente Dilma Rousseff. "Não existe nada disso, não tem conspiração, esse é um encontro para debater ideias e trocar conhecimentos com a comunidade internacional", disse o ministro. "O evento foi todo planejado há um ano. E é o quarto seminário da série", acrescentou, segundo reportagem de Fausto Macedo e Mateus Coutinho, do Estado de S. Paulo. Participam do IV Seminário Luso Brasileiro de Direito, por exemplo, os senadores tucanos Aécio Neves e José Serra, além do presidente do TCU, Aroldo Cedraz. Alguns nomes que constavam como oradores na programação, porém, desistiram do evento, que começa na próxima terça-feira. Um exemplo  ...

PGR denuncia mulher de Collor: lavagem de dinheiro

Acusação é um aditamento à denúncia feita contra o senador na Lava-Jato O Globo - Vinicius Sassine A Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou a mulher do senador Fernando Collor (sem partido-AL), Caroline Collor de Mello, pelo crime de lavagem de dinheiro. A acusação faz parte de um aditamento à denúncia já feita pela PGR ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o senador, suspeito de ser beneficiário do esquema de desvios da Petrobras. A inclusão da acusação contra Caroline foi feita na segunda-feira, 21. A denúncia contra Collor é de 20 de agosto de 2015. As duas peças integram o mesmo inquérito e permanecem sob sigilo no STF. O senador foi denunciado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro neste inquérito. Ele é suspeito de receber propinas de R$ 26 milhões entre 2010 e 2014, a partir da influência exercida na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Collor indicou dois ex-diretores da companhia, conforme as investigações.