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Sem Dilma, o que restará a quem assumir?


Ilimar Franco - O Globo
Não são todos os quadros do PSDB que acham que a deposição da presidente Dilma é a receita para todos os males. Avaliam que, se Dilma ficar, o país vai conviver com um governo com uma base minoritária e em frangalhos, sem iniciativa e força política. E com a insatisfação nas ruas. Mas, no caso de um governo Temer, este e os que o apoiam, incluindo a oposição, terão que agir num ambiente conflagrado. Consideram que um governo Temer terá mais oxigênio, mas têm dúvidas se ele conseguirá emplacar o que precisa ser feito. Lembram que os manifestantes que ocupam as ruas do país não reivindicam nenhum tipo de ajuste fiscal.
Uma liderança do PSDB afirmou ontem que a divulgação da lista de doações eleitorais da Odebrecht é devastadora. Ela atinge todos os partidos e seus principais quadros. A oposição durante meses bateu na tecla, para detonar o PT, de que doação eleitoral era sinônimo de propina. A população já tem a imagem de que todos os políticos são iguais. Os que apostam na antipolítica saem fortalecidos.

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