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Incapacidade de reação de Dilma: vez ao impeachment


Blog do Kennedy
PMDB avalia que presidente inviabiliza governo com seus erros
Há um diagnóstico político que une o ex-presidente Lula, o presidente do Senado, Renan Calheiros, e senadores tucanos e peemedebistas: como a presidente Dilma Rousseff não consegue liderar uma reação às crises política e econômica, isso aumenta a chance de impeachment nos próximos meses.
Dilma não criou nem uma rotina, como havia na época do mensalão, de reuniões diárias com um gabinete de crise. Centraliza tudo. Fala com um ministro sobre um assunto. Discute outro tema com outro.
A presidente está sem capacidade de reação. O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, sumiu. O governo, que não tem força para aprovar nada no Congresso, virou um misto de confusão e paralisia. Um exemplo: foi nomeado um ministro da Justiça que o Supremo Tribunal Federal diz que não pode ficar no cargo se não renunciar à carreira no Ministério Público.
O presidente do Senado, que tem sido, no PMDB, o principal aliado da presidente, ouviu ontem de Lula umpedido para tentar articular um acordo que baixe a temperatura da crise política e que ajude a encontrar saídas para a crise.
Renan foi conversar com a presidente Dilma e com senadores tucanos e peemedebistas. Será preciso ver se haverá, nos próximos dias, algum tipo de entendimento, pelo menos, para votar medidas no Congresso que possam amenizar a crise econômica. Do ponto de vista político, é mais complicado um acordo.
Apesar da disposição de atuar como bombeiro, o próprio Renan tem uma avaliação ruim da presidente, que se isolou e não tem pontes políticas. Para complicar, haverá manifestações contra o governo no domingo, o que poderá enfraquecer Dilma ainda mais.

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