Pular para o conteúdo principal

Postagens

E Temer ficou popular

Blog de José Roberto de Toledo -  Estadão Desde o impeachment não havia tantos procurando por “Temer”. Não, não se trata de deputados negociando votos para derrubar a denúncia contra ele. Essa é busca corrente e vulgar. O pico de demandas pelo nome do presidente, ontem, foi no Google: três vezes mais do que quando a Câmara julgou vazia a primeira denúncia que tentava despejá-lo do Palácio do Planalto. Mas não foi a nova acusação que acordou a curiosidade popular. No dia em que o presidente suava para sobreviver politicamente, os internautas queriam saber de outra sobrevivência, literal. “Michel Temer passa mal” disputava cabeça a cabeça com “Michel Temer internado” no “Google Trends” das últimas horas. A seguir, “idade” e “hospital” apareciam entre as associações de ideias mais comuns feitas por usuários do Google junto com o nome presidencial. Uns eram sutis (“saúde de Temer”), outros já iam direto atrás do fake news: “Temer morre”. As pesquisas no Google são o confessionár...

Temer encolheu; e 2018 o deixará ainda menor

Josias de Souza Depois de comprar o enterro da segunda denúncia criminal da Procurdoria-Geral da República, Michel Temer disse que a verdade venceu. Conversa fiada. O que prevaleceu foi o fisiologismo. A verdade continua encoberta pelo véu da impunidade, que só será levantado quando Temer deixar a Presidência e for realmente processado. Até lá, Temer terá de lidar com a nova verdade que o cerca. Ele se tornou um personagem menor. Diminuiu entre uma denúncia e outra. Tem agora 251 deputados apoiadores —menos da metade da Câmara. Considerando-se que Temer precisaria de 308 votos para aprovar na Câmara uma reforma previdenciária que sua equipe econômica considera vital, o presidente está em apuros. Sobretudo porque seu nanismo tende a aumentar à medida que se aproxima o ano eleitoral de 2018. Temer ficou parecido com a personagem de uma história do escritor Josué Guimarães —uma mulher que diminuía diariamente de tamanho. Para evitar que a personagem percebesse o seu encolhimento, ...

Forte presidente fraco?

Rudolfo Lago – Blog Os Divergentes Os próximos dias dirão de que tamanho de fato o presidente Michel Temer saiu da votação na Câmara que, pela segunda vez, negou autorização para abertura de processo contra ele por conta das denúncias feitas pelo irmão Friboi Joesley Batista. Por um lado, Temer teve menos votos agora do que na primeira votação. Por outro, livra-se agora da espada do processo no STF e ganha alguma tranquilidade para tentar produzir alguma agenda até o final do seu mandato. É a partir dessas duas vertentes que vamos saber o que acontecerá. Sabemos, pelos baixos índices de popularidade e pelos problemas com a base de sustentação, que temos um presidente da República fraco. O que será preciso ver é se ele sai do episódio mais ou menos enfraquecido. A situação de Temer é tão ruim que a edição desta quinta-feira (26) do jornal britânico  The Guardian  chega a fazer a seguinte pergunta: “Acusado de corrupção, com a popularidade perto de zero, por que Temer ainda...

Após repouso médico, Temer volta ao Planalto

Depois de ser internado no Hospital do Exército em razão de uma obstrução urológica, o presidente Michel Temer voltou ao trabalho, no Palácio do Planalto, às 11h05 de hoje, informou a assessoria da Presidência da República. Pela a manhã, Temer ficou com a família no Palácio do Jaburu – residência oficial da Vice-Presidência – e recebeu o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Na manhã seguinte à votação da Câmara dos Deputados que barrou o envio ao Supremo Tribunal Federal da segunda denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República, Temer acordou disposto e, seguindo orientação médica, ficou na residência-oficial do Palácio do Jaburu, acompanhado da primeira-dama Marcela Temer e do filho caçula, Michelzinho. Ontem, o presidente sentiu um mal-estar e precisou ser internado no Hospital do Exército. O presidente falou cedo por telefone com o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral), recebeu assessores e assinou documentos. No final da manhã, Padilha (Casa Civil), chegou a...

PF prende assessores de Henrique Eduardo Alves

Do G1   Três pessoas foram presas, hoje, pela Polícia Federal (PF) durante operação contra lavagem de dinheiro no Rio Grande do Norte. Um dos detidos é funcionário do Ministério do Turismo.   A ação, batizada de Lavat, é um desdobramento da operação Manus, investigação que levou Henrique Eduardo Alves, ex-ministro do Turismo, à prisão. Os outros dois presos são assessores particulares de Alves.   As buscas também foram feitas na sede do ministério, em Brasília, e no apartamento do ex-ministro, em Natal.   Segundo a PF, a palavra Lavat vem do provérbio latino “Manus Manum Fricat, Et Manus Manus Lavat”, cujo significado é: "uma mão esfrega a outra; uma mão lava a outra". O provérbio também serviu como inspiração para denominar a operação Manus.   Cerca de 110 policiais federais cumpriram 27 mandados judiciais, sendo 22 mandados de busca e apreensão, 3 de prisão temporária e 2 de condução coercitiva em Natal, Parnamirim, Nísia Floresta, São Jos...

Temer escapa, ministros ainda não

Com apenas 12 votos a menos em relação à votação anterior, o presidente Michel Temer (PMDB) conseguiu, ontem, mais uma vitória política no Congresso, ao rejeitar por 251 a 233 votos o segundo pedido feito pelo Supremo Tribunal Federal para investigá-lo. Quanto aos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), que também constavam no processo arquivado, o STF deve definir em que momento o Judiciário poderá analisar a denúncia contra eles. Em tese, a denúncia poderia retomar o andamento no Judiciário assim que os dois deixassem os cargos de ministro, seguindo o mesmo entendimento aplicado para o presidente da República, segundo o qual o processo ficará suspenso enquanto Temer estiver no mandato. Mas, no Supremo, interlocutores do relator do caso, ministro Edson Fachin, afirmam que ele ainda não formulou uma posição sobre o tema, pois aguardava a decisão da Câmara. Na primeira denúncia contra Temer, na qual o presidente foi acusado por corrupção, também ...

Temer já não dirige os fatos, é dirigido por eles

Josias de Souza Admita-se que antes do enterro da segunda denúncia criminal contra Michel Temer na Câmara o presidente perseguia três objetivos: ampliar os 263 votos que garantiram o sepultamento da denúncia anterior, compensar o assanhamento do centrão com uma redução pela metade da dissidência de 21 votos do PSDB e retomar a pose de presidente reformista. No final do dia, Temer contabilizava 12 aliados a menos (251), dois dissidentes tucanos a mais (23), uma passagem pela emergência do Hospital das Forças Armadas e uma frase que destoava de sua condição política: “Tô inteiro”, disse, referindo-se à obstrução na uretra que o retirara de combate. Virou fumaça a ideia de que Temer, livre do par de denúncias que a Câmara congelou, poderia voltar a dirigir os rumos do país nesta ou naquela direção. Nos próximos dias, o presidente se esforçará para demonstrar que ainda faz e acontece. Mas os fatos se encarregarão de revelar que, a despeito de ter permanecido no volante, Temer já não d...

A ironia bumerangue de Gilmar sobre trabalho escravo

El País - Jornal do Brasil A sociedade já estava indignada com anúncio do governo de Michel Temer em relação à fiscalização e combate ao trabalho escravo, e o ministro do STF e presidente do TSE, Gilmar Mendes, ainda teve a "ideia de tratar do assunto com uma ironia barata", frisa Juan Arias em sua coluna no jornal  El País , publicada na noite desta segunda-feira (23). "O que o juiz não entendeu é que a ironia e a sátira compõem um dos gêneros literários mais difíceis e perigosos de se usar. É preciso uma inteligência aguçada para adotá-lo. Caso contrário, ele se transforma, como neste caso, em um bumerangue", frisa o jornalista.  A declaração de Gilmar Mendes sobre o assunto acabou gerando grandes críticas de todos os lados contra ele. "Eu me submeto a um trabalho exaustivo, mas com prazer, e não considero que isso seja trabalho escravo", disse o ministro, questionando se poderíamos considerar também como trabalho escravo as atividades "dos m...

"Barrar denúncia não altera quadro para 2018"

Folha de .Paulo – Luiza Franco A expectativa dos eleitores em relação à classe política é tão baixa que o fato de a Câmara dos Deputados  ter barrado  o prosseguimento da denúncia contra o presidente Michel Temer não deve ter impacto eleitoral significativo. É a opinião do cientista político Claudio Gonçalves Couto, da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. Professora da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Silvana Krause também não acha que essa votação deve mudar o quadro  para 2018 , e vê razões anteriores a este governo para isso. "O descolamento da população brasileira da representação política não é novidade. A grande maioria do eleitor brasileiro esquece em quem votou", diz ela. Ambos falaram brevemente com a  Folha  —o primeiro, enquanto a votação ainda acontecia, e a segunda, logo após o resultado. Eles participam de congresso da Anpocs (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais), em Caxambu (MG). "É mais ...

Lula e os novatos que querem chegar ao Planalto

Sem mostrar ao que vêm, novatos dividem desejo de Lula ser candidato Janio de Freitas – Folha de S.Paulo Quando João Doria passar por São Paulo, talvez não perceba, mas seus apoiadores estarão em menor número. Sua base eleitoral esfarinha aos poucos e sem cessar. O que é perceptível até pela diminuição de espaços e tempo que o projetam nos jornais e TV. Sem indício algum de que o desejo de se fazer conhecido resulte em mais notoriedade sua, por aí afora, do que em decepção do seu possível eleitorado. A agenda de Doria para a semana previu sua presença nesta quinta (26) em Aracaju e sexta (27) em Maceió. Para o que pode obter por lá, bastaria ir a quase qualquer um dos municípios paulistas. Henrique Meirelles, posto diante da realidade de que a presunção e promessas de êxitos no comando da economia não se cumprem, passou-se para o caminho da salvação. Não a da alma. A do mais terreno voto: as igrejas evangélicas e sua comprovada potência eleitoral. Neste caminho, porém, outra a...