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Aécio: Oposição não é responsável pela crise

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) declarou voto favorável ao impeachment e afirmou que a oposição não é responsável pela crise econômica e política, ao contrário do que afirma a defesa de Dilma Rousseff. "Não venho para julgar a biografia da presidente, uma biografia que respeito", disse. De acordo com ele, o Senado tem de atuar como órgão judiciário durante o processo e ater-se a discussão sobre os crimes de responsabilidade. "A Constituição de 1988 é clara quando aos direitos e deveres do presidente. Violar a Lei Orçamentária e a Lei de Responsabilidade Fiscal é violar a Constituição", afirmou. "O que estamos vendo nos debates acalorados dessa casa é uma inversão de valores", disse o senador. "Sem coragem para assumir seus erros, a presidente acusa a oposição de desestabilizadora. Não foi a oposição a responsável pelos delitos cometidos." O senador disse que a crise econômica, segundo ele resultante de crimes cometidos por Dilma, afeta o...

“A Dama do Impeachment” filma cenas finais

Por Tonico Magalhães “A Dama do Impeachment” estreia em breve nas salas de cinema do País. As penúltimas cenas foram filmadas nesta segunda-feira no plenário do Senado. A presidente afastada Dilma Rousseff fez sua última fala à Nação ao comparecer na casa legislativa para se contrapor aos argumentos daqueles senadores que defendem o seu afastamento definitivo da presidência da República. No simpático papel masculino, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. Como coadjuvante silencioso e observador, o presidente do Senado Renan Calheiros. E na figuração 81 senadores, a maioria deles a favor do impeachment da presidente. No desenrolar das cenas, Dilma Rousseff com um blazer verde com folhas e flores dourados, contrastando com o azul intenso do plenário, foi à tribuna para suas primeiras falas. Não conseguiu desfazer as acusações que pesam contra ela de ter cometido crime de responsabilidade ao editar 3 decretos de crédito suplementar sem a autorização do Cong...

Agrediu, chorou, mas não convenceu

A fala da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), em defesa do seu mandato, ontem, na sessão do seu julgamento, foi muito mais um ataque ao Congresso e não terá nenhuma chance de mudar o voto de algum parlamentar indeciso. Dilma reiterou a seus oponentes que eles estariam cometendo um golpe para tirá-la do poder. A petista afirmou que votar contra o impeachment seria votar pela democracia. Dilma insistiu que não cometeu crime e disse estar orgulhosa por ter sido fiel ao compromisso com a nação. Sua fala apaixonada não fará efeito algum. A maré das opiniões está contra ela, e sua aparição é amplamente considerada como sua última fala pública. Foi um discurso retoricamente bem elaborado, mas não teve a consistência da verdade. Os argumentos expostos já são conhecidos e já foram contestados ao longo do debate em todas as instâncias em que o impeachment foi discutido no Congresso. Tecnicamente, com base no que tange às acusações que sustentam a acusação, não conseguiu convencer. Seu...

Cedo ao pote: Temer já tem o discurso pronto

Leandro Mazzini - Coluna Esplanada Às vésperas de ser efetivado na Presidência da República, Michel Temer, que se arrisca em versos nos raros momentos livres, redige do próprio punho o pronunciamento que fará à nação horas depois de o Senado selar o calvário da ex-aliada e hoje desafeta Dilma Rousseff. No pré-roteiro do texto, o peemedebista evita citar adversários, mas fala em “superação do ‘passado de incertezas e crise''. Michel Temer espera a fidelidade de senadores votantes para liberar nomeações de apadrinhados em muitas estatais. Itaipu Binacional, por exemplo, vive curto-circuito entre indicados de partidos aliados. Quando Renan Calheiros pisou na China na última vez, em 1987, ao lado do governador de Alagoas, Fernando Collor, o anunciou aos empresários chineses como o futuro presidente do Brasil. Renan volta a Pequim ao lado de Michel Temer na próxima semana. Os chineses, com bilhões de dólares na conta e ávidos por investimentos no Brasil, querem ouvir o p...

PT: queda de Dilma é último passo da caçada a Lula

Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo O PT vive o impeachment de Dilma Rousseff como o penúltimo capítulo de uma saga que pode terminar com a condenação e até, no limite, com a prisão do ex-presidente Lula. Senadores do partido e interlocutores do petista faziam reservadamente essa análise. Depois da queda final da presidente, começará o que eles consideram uma tentativa de "caçada final" a Lula, para impedi-lo de concorrer à Presidência em 2018. Repetem, assim, diagnóstico feito por José Dirceu quando foi condenado pelo mensalão, em 2012. Ele dizia que seria o primeiro a cair, e que em seguida viriam Dilma e Lula. Reclamava que alertava o PT, mas que o partido não dava a menor bola. Já senadores favoráveis a Michel Temer faziam previsões sobre o governo definitivo do interino. Uma delas é a de que ele não enviará ao Congresso a reforma da previdência, com proposta de idade mínima de aposentadoria, antes das eleições. Os senadores do PP diziam já ter conversado com o p...

Agripino Maia: única novidade foi a presença dela

O presidente nacional do Democratas, José Agripino (DEM-RN), disse que a única novidade do discurso da presidente afastada Dilma Rousseff, na manhã desta segunda-feira (29), no Senado, foi a presença da petista na tribuna da Casa. Do resto, segundo o parlamentar pelo Rio Grande do Norte, foi uma sucessiva repetição de argumentos. “A única novidade trazida por Dilma no discurso de defesa foi sua inédita presença na tribuna do Senado. Renovou os repetidos argumentos e pronunciou um apelo final vazio de conteúdo e até de convicção”, destacou. Na presença de senadores, jornalistas e convidados da petista – entre eles ex-ministros; o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; e o cantor Chico Buarque -, Dilma voltou a negar que tenha cometido crime de responsabilidade e disse que o processo de impeachment é um “golpe”. Em mais de 40 minutos, a presidente afastada também disse que foi vítima de uma chantagem do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.  (Blog Diario do Poder)

Dilma escolheu cair de pé

A presidente afastada, Dilma Rousseff, faz sua defesa no Senado durante julgamento do impeachment Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo Nos estertores do processo de impeachment, Dilma Rousseff poderia tocar fogo no circo ou tentar apagar o incêndio. Escolheu o caminho do meio. Evitou confrontar os senadores, mas também não se curvou para pedir clemência. Parte da esquerda torcia para ela espalhar gasolina e riscar o fósforo. Sem nada a perder, Dilma poderia abrir a caixa-preta do governo e constranger dezenas de ex-aliados que mudaram de lado. Seria um espetáculo interessante, mas sem chances de dar certo. A presidente conflagraria o plenário e se jogaria na fogueira com um sorriso no rosto. Outros aliados sugeriram que ela abaixasse a cabeça, pedisse desculpas e evitasse falar em golpe. A fala se transformaria num ato de penitência, se possível temperado com lágrimas. Talvez funcionasse com outra personagem. Na pele de Dilma, soaria apenas falso e artificial. Ao optar ...

Placar não muda, mas Dilma sai maior

Helena Chagas - Blog Os Divergentes O placar continua favorável ao impeachment, mas a presidente afastada Dilma Rousseff saiu maior do que entrou das mais de 12 horas de depoimento no Senado nesta segunda-feira. Dilma não contrariou a fama de quem cresce na disputa, e depois de um início de inquirição em que foi excessivamente técnica e repetitiva, recuperou o prumo à tarde, criticando seguidamente o governo interino, insistindo na tese do golpe e reafirmando o apoio ao plebiscito sobre novas eleições. O principal saco de pancadas desse raro dia de depoimento presidencial acabou ficando fora do plenário, do outro lado da rua. Foi o Planalto, que não teve defesa contra os ataques de Dilma, já que a maioria dos senadores do PMDB ligados a Michel Temer – ex- ministros ou ex-aliados da presidente afastada – ficou calada. Preferiram não se expor e não fazer perguntas à depoente. Quem falou a favor do impeachment, em sua maioria do PSDB e do DEM, não se deu ao trabalho de defender o go...

A pá de cal na candidatura de Lula

Gabriel Garcia De Brasília “Pode ser a pá de cal nas pretensões políticas de Lula”, avaliou nesta sexta-feira (26) o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), ao comentar o indiciamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suspeita de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica no inquérito da Operação Lava Jato que investiga o tríplex do Condomínio Solaris, no Guarujá. Para Bueno, o indiciamento agrava a situação de Lula, que é o nome do PT para as eleições presidenciais de 2018. “Mesmo que indiciamento ainda não seja condenação, o ex-presidente fica numa situação muito difícil, é uma pá de cal nas suas pretensões políticas para 2018. Sua candidatura fica bastante comprometida”, afirmou. A ex-primeira-dama Marisa Letícia também foi indiciada junto com o presidente do Instituto Lula Paulo Okamotto e Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS. Lula e Marisa foram enquadrados pelo recebimento de R$ 2,4 milhões da empreiteira no esquema de corrupção ...

Lewandowski diz que poderá negar pedidos de palavra

O presidente do STF Ricardo Lewandowski volta a pedir que os senadores façam perguntas de forma objetiva e não induzam respostas das testemunhas. O anúncio foi feito após Lindbergh Farias (PT-RJ) fazer uma pergunta ao economista Luiz Gonzaga Belluzzo e criticar a política econômica adotada em 2015 e pelo presidente interino Michel Temer. Lewandowski declarou que poderá pedir que os senadores indiquem qual o "objeto" das solicitações de palavras pela ordem, para avalizá-las ou não.