Pular para o conteúdo principal

Vaivém de Temer deixou seu governo sem nexo

Josias de Souza
Resultado de imagem para CORDA BAMBA
O brasileiro vai descobrindo aos poucos que, sob Michel Temer, o governo pode ser a favor de tudo ou absolutamente contra qualquer outra coisa. Até a semana passada, o Planalto dizia que era indispensável aprovar a reforma da Previdência. Sob pena de ocorrer um Apocalipse nas contas públicas. Nesta segunda-feira, dia em que ocorreria a votação da emenda salvadora, o Planalto colocou sua infantaria legislativa a serviço da aprovação do decreto de intervenção na segurança do Rio de Janeiro. Um decreto que levará o governo gastar um dinheiro que diz não ter.
Falta lógica. O Temer austero de ontem, defensor intransigente da reforma da Previdência, pode ser o Temer perdulário de hoje, apologista da agenda da segurança pública. E nem os mais convictos defensores do presidente podem assegurar que o país está a salvo do vice-versa. Num país em crise como, o Brasil, há muitos problemas agudos, como o da Previdência e o da segurança. Mas não será possível combatê-los sem uma noção qualquer de organização e método.

Todos dizem que a intervenção no Rio exige dinheiro extra. Quanto? Ninguém sabe. O ministro Henrique Meirelles, da Fazenda, leva o pé à porta. Lembra que os gastos do governo já bateram no teto. E avisa: verba extra, só se for remanejado de outras áreas. De onde: Saúde? Educação? O governo perdeu o nexo. Sem votos para consertar a Previdência, ambarcou no populismo da segurança. Temer passou a governar o país como uma dona de casa maluca -do tipo que guarda sal numa lata de açúcar onde está escrito pimenta.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

Sem dinheiro, Exército deixa Força no Haiti

Leandro Mazzini - Coluna Alvorada Sucumbiu no cofre da União a ideia política de fazer bonito perante a Organização das Nações Unidas (ONU), na tentativa de ganhar respeito no Conselho de Segurança e conseguir um assento na patota nuclear. Com os cortes no Orçamento deste ano e as verbas minguadas a cada dia, o Exército do Brasil vai deixar a Minustah no Haiti. Para não fazer feio, ainda envia o último contingente esta semana, para os últimos seis meses de vigilância. A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) foi criada e organizada pelo Conselho de Segurança da ONU para manter a ordem e evitar a tomada do poder por guerrilhas no país caribenho, após a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. A presença por força política tornou-se essencialmente social após o terremoto de 2010, quando mais de 200 mil pessoas foram vitimadas. A tropa que parte para a capital Porto Príncipe foi apresentada neste domingo, na Praça dos Três Poderes em Brasíli...

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...