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"Moro não tem habilidade para exercer a função de juiz"

"O comportamento dele é de um acusador", disse jurista Celso Antônio Bandeira de Mello
Jornal do Brasil
O jurista Celso Antônio Bandeira de Mello afirmou nesta quarta-feira (19), em vídeo publicado no YouTube, que a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo juiz federal Sergio Moro mostra que o magistrado não tem uma conduta profissional, a "de um acusador".
Considerado um dos advogados mais renomados do país e atuante na área jurídica desde 1960, além de ser professor livre-docente da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Bandeira de Mello, afirmou, ainda, no depoimento ao canal Mídia Alternativa, que Moro é "pouco habilitado para exercer a função de magistrado".
"Eu nunca vi uma situação tão terrível quanto a atual. O desrespeito aos direitos fundamentais na área jurídica tem sido uma constante. O juiz Moro é, a meu ver, um homem muito pouco habilitado para exercer a função de magistrado. A magistratura exige muito equilíbrio, muita serenidade e, sobretudo, muita imparcialidade. Ela não pode ser evidentemente uma conduta apaixonada. Mesmo que ele assuma um ar sereno, e assume, o comportamento dele não é o de um magistrado, o comportamento dele é de um acusador", criticou o jurista.
Segundo Bandeira de Mello, o instituto da delação premiada, que vem sendo duramente criticada pela larga utilização pelo Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato, segundo diversos especialistas do Direito Penal, "é, na verdade, uma forma de tortura".
"Do jeito que ela [delação] está sendo feito, ela é, na verdade, uma forma de tortura. Você prende, espera o indivíduo não aguentar mais e aí ele fala o que você quiser que ele fale", analisou o jurista, acrescentando que a perseguição ao ex-presidente é clara. "É óbvia a perseguição ao Lula, mas como a imprensa não gosta de dizer as coisas com equilíbrio... Aliás, pelo contrário, ela pretende crucificar Lula. E eu não tenho dúvida de que as pessoas morrem de medo que o Lula seja candidato".
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