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A confusão é geral


Carlos Chagas
Rodrigo Maia era para ficar três meses incompletos como presidente da Câmara, vai ficar até 2019. Eunício Oliveira presidiria o Senado até 2022, está a um passo de não presidir nada.
Assim se desenvolvem as articulações partidárias no Congresso. O que vale na véspera deixa de valer no dia seguinte.
Dos grandes partidos, o PSDB tem três candidatos presidenciais, ao tempo em que o PMDB não tem nenhum. O PT só tem o Lula, mas para o Lula não há certeza de ter o PT. Sequer dispõe da garantia de tornar-se o novo presidente do partido.
A confusão é geral, apesar de Geraldo Alckmin admitir voar do ninho tucano, deixando Aécio Neves sem plano de vôo e José Serra confiando em que sempre poderá concorrer ao governo de São Paulo.
Ronaldo Caiado busca recuperar o tempo perdido para Jair Bolsonaro e Ciro Gomes dispõe-se a ultrapassar Marina Silva como primeiro movimento num tabuleiro indefinido. Diversas pequenas legendas oferecem-se a Joaquim Barbosa, enquanto Álvaro Dias procura ganhar tempo.
Michel Temer afasta a hipótese de disputar a reeleição, que a Constituição permite, mas ignora o que fazer com o PMDB.
Em suma, importa repetir, a confusão é geral, em meio a dúvidas relativas à recuperação da economia, que por enquanto ganha as profundezas.
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