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Odebrecht pagou US$ 599 milhões de propina no Brasil

Segundo a Justiça americana, três membros do Legislativo e dois altos integrantes do Executivo também foram beneficiados

O Globo - Mariana Timoteo da Costa e Tiago Dantas
Nos acordos com a Justiça americana, a Odebrecht e a Braskem assumiram ter pago US$ 599 milhões (R$ 1,9 bilhão, na cotação atual) em propinas a autoridades brasileiras. Sem revelar os nomes dos destinatários desses valores ilegais, os documentos citam pelo menos dois ex-ministros brasileiros, três membros do Legislativo e dois altos integrantes do Executivo.
Do total de propina paga no Brasil, US$ 349 milhões (R$ 1,1 bilhão) foram destinados pela Odebrecht para conseguir contratos de obras de infraestrutura com várias esferas do governo brasileiro. A Braskem afirmou à Justiça americana ter pago US$ 250 milhões (R$ 832 milhões) para receber, em troca, a aprovação de leis favoráveis, redução de impostos e contratos vantajosos com a Petrobras.
As autoridades brasileiras receberam cerca de 58% de tudo o que a Odebrecht afirmou ter pago em 12 países da América Latina e da Ásia. Ao todo, a companhia pagou US$ 788 milhões (R$ 2,6 bilhões, na cotação atual), segundo documentos do Departamento da Justiça dos Estados Unidos.

As autoridades americanas tornaram públicos os termos do acordo nesta quarta-feira. Nos documentos não são citados nomes de funcionários envolvidos no esquema de corrupção, nem de políticos que se beneficiaram do recebimento de propina. As pessoas são identificadas apenas com breves descrições.
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