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Transpacífico e EUA: fere México, bom para Mercosul

El País - Ignacio Fariza
Mercosul, liderado por Brasil e Argentina, ganha tempo para assinar novos tratados 
Antes mesmo que o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha começado a temida renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA, pela sigla em inglês), entre EUA, Canadá e México, a primeira decisão do inquilino da Casa Branca já repercute em seu vizinho do sul e o resto da América Latina.
A retirada dos EUA do TPP, o acordo da primeira potência mundial com 11 países dos dois lados do Pacífico promovido por Barack Obama, apesar de esperada, não deixa de ser um duro golpe para a economia mexicana e, em menor medida, aos outros dois países latino-americanos signatários do pacto: Peru e Chile. Por outro lado, a decisão do magnata republicano beneficia, colateralmente, os países do Mercosul, liderados por Brasil e Argentina, que ganham tempo para assinar novos tratados e evitar ficar de fora da nova arquitetura do comércio internacional. E deixa a China em uma posição de grande força global.
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