Pular para o conteúdo principal

Como Lula, Aécio e Temer tentam sobreviver a Lava Jato


Andrei Meireles - Blog Os Divergentes
 - A casa caiu e o que se discute é como ela caiu e não porque ela caiu. Essa é a contradição que paralisa a elite política brasileira na tentativa de desatar o nó da Operação Lava Jato.
Por todo e qualquer ângulo, as reclamações sobre vazamentos de informações legalmente sigilosas são relevantes. Mesmo quando quem vaza é quem chia. Conheço bem vários enredos desse filme.
O esperneio de Lula, Renan Calheiros e muitos outros sobre abuso de autoridade de quem ousa investiga-los não responde a questão central. Nem trisca.
Eles são a ponta de lança de quem quer melar um jogo aparentemente perdido.  São estimulados nos bastidores por caciques políticos como Aécio Neves, Rodrigo Maia, José Sarney, Moreira Franco e as principais lideranças do PSDB, PMDB, PT…
A neura aumentou com o vazamento dos depoimentos da cúpula da Odebrecht à Justiça eleitoral. Nem sempre a confirmação do esperado reduz o susto. O que ali foi exposto é um tiro praticamente fatal contra a chapa Dilma Rousseff/Michel Temer.
Como Dilma já era, só tisnou a biografia que ela tentou inventar para si mesma. Sobrou, portanto, para Temer. Ele joga com diversas cartas para tentar atravessar mais essa pinguela com o propósito de chegar até o final de 2018.
O que apavora a todos é que até agora vazou um bom petisco. Nas delações da Odebrecht têm muito mais. Com riqueza de informações, indícios e provas, elas põem quase todos os partidos na roda da corrupção. De um jeito ou de outro, alto, médio e baixo cleros parlamentares vão juntos.
O problema de todos eles é como sobreviver a essa linha de tiro.
Alguns parecem céleres.
Lula voltou a ser forte protagonista nas denúncias.
Coincidência ou não, em menos de 24 horas, ele recuou em duas frentes: desistiu de assumir a presidência do PT em junho, em que era tido como a solução para evitar o racha do partido; adiou para sine die o lançamento de sua candidatura ao Palácio do Planalto previsto para maio.
Pelo que se ouve entre os tucanos, eles vão na mesma toada. Aécio Neves puxa a fila.
Perderam o rumo da história.
http://www.blogdomagno.com.br/?pagina=4

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

Sem dinheiro, Exército deixa Força no Haiti

Leandro Mazzini - Coluna Alvorada Sucumbiu no cofre da União a ideia política de fazer bonito perante a Organização das Nações Unidas (ONU), na tentativa de ganhar respeito no Conselho de Segurança e conseguir um assento na patota nuclear. Com os cortes no Orçamento deste ano e as verbas minguadas a cada dia, o Exército do Brasil vai deixar a Minustah no Haiti. Para não fazer feio, ainda envia o último contingente esta semana, para os últimos seis meses de vigilância. A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) foi criada e organizada pelo Conselho de Segurança da ONU para manter a ordem e evitar a tomada do poder por guerrilhas no país caribenho, após a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. A presença por força política tornou-se essencialmente social após o terremoto de 2010, quando mais de 200 mil pessoas foram vitimadas. A tropa que parte para a capital Porto Príncipe foi apresentada neste domingo, na Praça dos Três Poderes em Brasíli...

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...