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Propina só de R$ 500 mil para caber em mochila


O ex-executivo da Odebrecht Hilberto Mascarenhas, apontado como responsável pelo Departamento da Propina - Jorge William / Agência O Globo / 

O Globo
Em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-diretor da Odebrecht Hilberto Mascarenhas (foto) contou que o valor máximo do pagamento de propina em dinheiro a políticos e intermediários era R$ 500 mil, pois a quantia era o volume máximo para caber dentro de uma mochila e não levantar suspeitas.
“Se eu tenho um pagamento de R$ 2 milhões, isso é uma mala. Ninguém pode estar transitando na rua com uma mala com R$ 2 milhões. Então, existiam também regras como, por exemplo, o valor máximo a ser pago era de R$ 500 mil, que cabia dentro de uma mochila”, declarou o ex-dirigente da Odebrecht. “Se você tinha R$ 2 milhões a receber, você ia receber quatro vezes 500 (mil). E aí tinha que ser combinado alguma coisa. Mas nem sempre, ministro, com o interessado final. Às vezes, tinha muito preposto”, explicou.
Hilberto prestou depoimento ao TSE, em março, como testemunha nas ações que tramitam no tribunal pedindo a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer por suposto abuso de poder político e econômico na eleição presidencial de 2014. Ele era o responsável pelo Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, setor que ficou conhecido como departamento de propina.
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