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Por que os protestos fracassaram?

Não é que os temas do protesto não fossem objetivamente importantes, mas eram de engenharia política, sem alvos específicos
El País - Juan Arias
É inútil usar eufemismos: o protesto deste domingo contra os políticos fracassou.
Os mesmos que no ano passado tinham levado às ruas quase dois milhões de pessoas Brasil afora para pedir a saída de Dilma Rousseff e brandiram o “Fora Lula” e o “Fora PT”, junto com “Somos Moro”, desta vez preferiram ficar em casa vendo os acontecimentos de longe.
O motivo agora será estudado pelos analistas políticos.
Talvez concordem em parte com o que já apontamos nesta coluna, em 16 de fevereiro passado, quando alertamos que os novos protestos de hoje “poderiam ter um efeito bumerangue”, já que desta vez carregavam em seu seio “o veneno da ambiguidade”.
A sociedade costuma sair à rua quando existe uma motivação forte e clara que afeta pelo menos uma parte representativa dela. Foi o caso das multidões em favor do impeachment de Dilma. O país estava assustado com a crise econômica.

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