Do G1
O prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), chegou, na noite de hoje, à sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo para prestar depoimento sobre a chapa Dilma-Temer. O petista, que foi tesoureiro da campanha da ex-presidente Dilma Rousseff em 2014, vai depor via videoconferência ao ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que está em Brasília.
A ação sobre a chapa foi protocolada pelo PSDB logo após a eleição de 2014. O partido diz ter havido abuso de poder político e econômico na disputa. A principal acusação é de que a campanha foi abastecida com dinheiro de propina desviado da Petrobras, suspeita negada pelas defesas de Dilma e Temer.
O depoimento de Edinho foi marcado inicialmente para ontem, mas foi adiado para hoje após o ex-tesoureiro dizer que “já possui para o mesmo dia audiência agendada”, segundo o TSE. Ele entrou pela garagem do TRE acompanhado de uma advogada. O político não falou com a imprensa.
Na ação, o PSDB pede que, caso a chapa seja cassada, o TSE emposse como presidente e vice os senadores Aécio Neves (MG) e Aloysio Nunes Ferreira (SP), derrotados na eleição presidencial. A tendência, porém, é que, em caso de condenação, o TSE convoque eleições indiretas, de modo que o Congresso escolha um novo presidente da República. Não há data para a ação ser julgada.
Relator do caso, o ministro Herman Benjamin será o primeiro a votar, entre os 7 ministros do TSE. Para a condenação, são necessários ao menos 4 votos favoráveis.
Operação
Em dezembro do ano passado, a polícia fez uma operação para investigar empresas contratadas na campanha eleitoral de Dilma e Temer. Os agentes visitaram empresas subcontratadas por gráficas que, segundo as investigações, não teriam prestado os serviços contratados.
O objetivo era verificar se as empresas tinham capacidade operacional para entregar os produtos.
No relatório, a PF afirma ainda que há indícios de irregularidades não só na área eleitoral, como também na criminal. A corporação diz que identificou elementos que apontam para a "interposição de pessoas com a finalidade de ocultar ou dissimular" a origem e a movimentação de verbas.
Em janeiro, Edinho disse que a campanha pagou as gráficas por serviços prestados. "Asseguro que todos os produtos e os serviços [das gráficas] foram entregues. Tínhamos uma sistemática de contratações. [As empresas] foram [eram] contratadas pelo menor preço e que tivessem condições de produzir o material", disse Edinho Silva nesta quarta, após ser questionado sobre o relatório da PF.
"Tínhamos um grupo de auditoria interna para que fiscalizassem in loco a produção. Os produtos eram pesados e as notas fiscais, conferidas. Tudo o que foi contratado na campanha foi entregue", acrescentou o tesoureiro da campanha de 2014 e ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social.
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