Pular para o conteúdo principal

Sumiço de Aécio desagrada até a tucanos


Andrei Meireles - Blog Os Divergentes
Há uns 20 dias, a influência de Aécio Neves na agenda do governo e nas nomeações feitas por Michel Temer causava ciumeira nos aliados e até em inquilinos do Palácio do Planalto.
Os tucanos cobravam caro por fornecer sua grife a uma gestão impopular, em que Eliseu Padilha e Moreira Franco mal se sustentavam nos cargos, e os principais parceiros no Congresso, PMDB à frente, estavam enroscados na Lava Jato.
O tsunami das delações da Odebrecht atingiu em cheio os tucanos. Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin até agora não conseguiram voltar à tona. Alckmin se recolheu, Serra baixou hospital e Aécio Neves não deu as caras em Brasília.
O sumiço de Aécio chamou a atenção. Afinal, sob a mesma tempestade, seus colegas Renan Calheiros, Romero Jucá, Jader Barbalho e Eunício Oliveira deram expediente no Senado.
Tudo bem que eles estão acostumados a responder às mais variadas denúncias. Aécio não. Um desses caciques do PMDB justificou o mergulho de Aécio: ele tem o couro fino, ainda não sabia o que era apanhar no Jornal Nacional. Ainda mais sendo acusado de receber propina e ser recordista de inquéritos na lista de Edison Fachin.
Mesmo com o desgaste nos últimos tempos, Aécio ainda puxava a fila dos presidenciáveis tucanos. Depois das denúncias da Odebrechet, contadas com riquezas de detalhes em vídeos, Aécio, Serra e, talvez, Alckmin já são vistos como cartas fora do baralho.
Pesquisas mostram que a rejeição de Aécio disparou. Se serve de consolo, a de Lula também. Isso é o que mostra a primeira pesquisa de abrangência nacional realizada após a divulgação dos vídeos das delações da Odebrecht. Os números estão no site do Portal Poder 360. Rejeição de Aécio: 66%; rejeição de Lula:59%.
Mas são meras projeções para 2018. O problema deles é como chegar até lá.
Com as denúncias da Odebrechet, a delação da OAS que está na bala da agulha, e a ameaça de explosivas revelações de Antonio Palocci, a aposta entre os políticos é de que Lula não escapa do juiz Sérgio Moro.
O drama de Aécio é que, como presidente do PSDB, não dá para ele continuar fora de cena. Tem tucano incomodado com essa postura.
http://www.blogdomagno.com.br/?pagina=1

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

Sem dinheiro, Exército deixa Força no Haiti

Leandro Mazzini - Coluna Alvorada Sucumbiu no cofre da União a ideia política de fazer bonito perante a Organização das Nações Unidas (ONU), na tentativa de ganhar respeito no Conselho de Segurança e conseguir um assento na patota nuclear. Com os cortes no Orçamento deste ano e as verbas minguadas a cada dia, o Exército do Brasil vai deixar a Minustah no Haiti. Para não fazer feio, ainda envia o último contingente esta semana, para os últimos seis meses de vigilância. A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) foi criada e organizada pelo Conselho de Segurança da ONU para manter a ordem e evitar a tomada do poder por guerrilhas no país caribenho, após a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. A presença por força política tornou-se essencialmente social após o terremoto de 2010, quando mais de 200 mil pessoas foram vitimadas. A tropa que parte para a capital Porto Príncipe foi apresentada neste domingo, na Praça dos Três Poderes em Brasíli...

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...