Pular para o conteúdo principal

Guerreiros com guerreiros fazem zig zig za

Carlos Brickmann

O clima político começou a ferver quando um general da ativa ameaçou as instituições com o roncar dos canhões. Ferveu ainda mais porque, agora, está soando na Câmara o ronco de outra denúncia contra o presidente Michel Temer – e isso logo depois de Lula exibir seu ronco rouco de candidato à Presidência ao apresentar ao juiz Sérgio Moro os recibos de pagamento de aluguel de um apartamento vizinho àquele em que mora e que, segundo as suspeitas, seria de sua propriedade, pago por empreiteiras, como parte de propina.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, CPMI, ronca contra o ex-procurador-geral Janot, que acusou tantos deputados e senadores. E na Câmara dos Deputados já se ouve o ronco das ruas, pedindo a votação das reformas eleitorais que estão em pauta. Um calor infernal, derretendo o regime e as instituições. Bem...

Calma, caro leitor. A denúncia contra Temer, ao que tudo indica, cairá como caiu a anterior (e pode até custar mais barato – alegre-se, já que a conta é sua). Os adversários de Temer apostavam suas cartas numa denúncia mais sólida, mas de novo houve muita delação premiada e pouca investigação. Mais ainda, a defesa de Lula vai ter mais trabalho, diante de novas denúncias e investigações. As reformas serão fraquinhas, e só uma é certa: mais dinheiro para as campanhas eleitorais. Resta o ronco das ruas - o ronco de quem não aguenta acordado a repetição desse ritual tão chato
http://www.blogdomagno.com.br/?pagina=2

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...

O milagre do Natal de 2017

Vinicius Torres Freire – Folha de S.Paulo "84 SERÁ igual ou pior que 83", dizia a manchete desta  Folha  no Natal de 1983, baseada em pesquisa com empresários. O Brasil vivia o pior triênio de recessão do século. Em 1983, a economia encolheu 2,9%. No entanto, em 1984, cresceria 5,4%. Um grande erro feliz de previsão. Pode acontecer em 2017? Hoje, dia de festa, vamos mudar um pouco de assunto. Vamos falar mais do espírito dos Natais de crises passadas. "Henry Ford confia num próximo melhoramento da situação econômica" era a primeira notícia da "Folha da Manhã" do Natal de 1931, outro fim de triênio triste da economia. Ford errou. A economia americana melhoraria apenas uma década depois, na Segunda Guerra. "Várias opiniões favoráveis à Constituinte" era a manchete política. O Brasil vivia sob o governo provisório da Revolução de 30. Golpe? Divertida mesmo era a publicação de mais um capítulo inédito de "Viagem ao Céu", de Mo...