Pular para o conteúdo principal

Jungmann sobre crise no RJ: Falência múltipla dos órgãos


Do G1
O Ministro da Defesa Raul Jungmann ressaltou que o Rio de Janeiro vive uma crise de segurança muito crítica durante uma entrevista a Roberto D'Ávilla, na GloboNews, ontem.
Jungmann avaliou como preocupante o cenário do estado. "O que está acontecendo com o Rio de Janeiro é preocupante e temos que ter cuidado para que o Rio não seja o Brasil amanhã. A crise de segurança aqui é muito crítica. Costumo dizer que aqui tivemos a falência múltipla dos órgãos, ou seja, das instituições do Rio, você tem uma falência fiscal, falência em termos de governança, de segurança, econômica, e isso tem feito com que os indicadores da violência explodam", disse o ministro.
Na última sexta-feira, equipes militares chegaram por volta das 15h30 à Rocinha, horas após o anúncio do reforço anunciado pelas autoridades de segurança. Depois de uma reunião com o presidente Michel Temer, Jungmann autorizou que 950 homens das Forças Armadas – dos quais 700 da Polícia do Exército – e pelo menos dez blindados participassem do cerco à comunidade após intenso tiroteio entre traficantes.
Aliança entre governo estadual e tropas militares
Jungmann revelou ainda que, inicialmente, o entrosamento do governo estadual com as forças armadas foi complicado, mas que agora estão trabalhando de forma mais coesa. "Com o tempo a gente vai melhorando o desempenho".
Sobre a atuação das tropas militares nas ruas, o ministro salientou que elas trabalharão de acordo com a demanda, mas que ficarão no estado até o último dia de 2018.
Para a ocupação da Rocinha, Jungmann contou que teve apenas quatro horas para preparar quase mil homens e que nessas horas pode ter ocorrido algum tipo de vazamento de informações.
Crime organizado
Durante a entrevista, o ministro fez questão de dizer que o crime organizado é um problema em todo o país, não somente no estado do Rio de Janeiro. Ele também disse que é inadmissível que o traficante Nem controle o tráfico de dentro de um presídio.
"O crime organizado se nacionalizou, ele já tem o controle das penitenciárias, tem o controle do consumo e da distribuição das drogas e ele começa a controlar fatias de mercado da produção que se encontra em outros países", enfatizou.
Em sua análise, Jungmann disse que a melhoria das condições do Rio de Janeiro tem quatro pilares. E que sem recuperação fiscal não se tem base para fazer uma transformação.
"Primeiro, temos a recuperação fiscal. Segundo lugar é o fortalecimento das polícias do Rio, essa é uma demanda que precisa ser atendida. Terceiro é a força-tarefa com Procuradoria Geral da República, procuradores federais, juízes federais e polícia federal dedicados ao Rio de Janeiro. E a última é a manutenção da Garantia da Lei e da Ordem".
Combate às drogas
Sobre a questão do combate às drogas, o ministro disse que ela precisa ser reavaliada. "Eu acho que o combate às drogas não deu conta e se esgotou. A gente precisa se abrir pra outras discussões. Não faz sentido você entupir presídios com jovens usuários sem antecedentes criminais."
http://www.blogdomagno.com.br/?pagina=2

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

Sem dinheiro, Exército deixa Força no Haiti

Leandro Mazzini - Coluna Alvorada Sucumbiu no cofre da União a ideia política de fazer bonito perante a Organização das Nações Unidas (ONU), na tentativa de ganhar respeito no Conselho de Segurança e conseguir um assento na patota nuclear. Com os cortes no Orçamento deste ano e as verbas minguadas a cada dia, o Exército do Brasil vai deixar a Minustah no Haiti. Para não fazer feio, ainda envia o último contingente esta semana, para os últimos seis meses de vigilância. A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) foi criada e organizada pelo Conselho de Segurança da ONU para manter a ordem e evitar a tomada do poder por guerrilhas no país caribenho, após a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. A presença por força política tornou-se essencialmente social após o terremoto de 2010, quando mais de 200 mil pessoas foram vitimadas. A tropa que parte para a capital Porto Príncipe foi apresentada neste domingo, na Praça dos Três Poderes em Brasíli...

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...