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A crise da Petrobras


Carlos Brickmann

A Petrobras já não está entre as 500 maiores empresas do mundo. A ação sem direito a voto está a menos de R$ 5,00 - o menor preço desde 1999. O valor global da empresa caiu 27% nos 20 dias de 2016. De 2008 para cá, a empresa perdeu 85,5% do valor de mercado. Por que? Fala-se em baixa do petróleo, que caiu de mais de US$ 100 o barril para menos de US$ 30 em alguns meses - mas a Petrobras cresceu com o barril a US$ 3, ou menos; e cresceu quando o preço pulou para US$ 12. 
Energias alternativas? Quando o álcool deslanchou no Brasil, a Petrobras continuou crescendo. 

Ladroeira? Roubou-se muito: dizem que só o PP, um anão diante de PT e PMDB, pegou R$ 358 milhões, e Pedro Barusco, um gerente, decidiu devolver quase US$ 100 milhões que estavam com ele. Mas ninguém pode dizer que antes nunca se roubou. E a Petrobras se manteve saudável.

Competência só no roubo

A Petrobras não perdeu valor por problemas externos, mas por unir ordenha descontrolada e incompetência gerencial. Se o diretor é escolhido por saber sugar a empresa, não se vai exigir que seja também competente. Enquanto houve competência, a Petrobras cresceu e se transformou numa gigante mundial. 

O lendário John D. Rockefeller, criador da Standard Oil, dizia que o melhor negócio do mundo era uma empresa de petróleo bem administrada; e o segundo melhor negócio era uma empresa de petróleo mal administrada. A Petrobras comprovou essa tese: para perder tanto, precisou juntar má gestão com muito desvio.

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