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Zelotes: juiz pede que Dilma deponha em breve


Presidente foi arrolada como testemunha pela defesa de um dos réus. Ela pode escolher se presta depoimento por escrito ou pessoalmente.
TV Globo - Camila Bomfim
O juiz da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, Vallisney de Souza Oliveira, enviou notificação à presidente Dilma Rousseff sobre o depoimento que ela terá de prestar na Operação Zelotes, na ação penal sobre a suposta venda de medidas provisórias que prorrogaram incentivos fiscais para montadoras.
Dilma será ouvida como testemunha arrolada pela defesa de um dos réus, o empresário  e advogado Eduardo Valadão. O juiz autorizou o depoimento da presidente sob o argumento de que é direito do réu escolher suas testemunhas.

Na notificação, enviada nesta quarta-feira (21) ao Palácio do Planalto, o juiz pede que Dilma preste o depoimento em breve.
"A manifestação/declaração de vossa excelência deverá ser encaminhada com brevidade, por se tratar de ação penal movida contra diversos réus presos".
O juiz também pede para que Dilma se manifeste se prefere prestar depoimento por escrito ou agendar data e hora para ser ouvida pessoalmente pelo juiz. Ele também lembra que, caso não tenha informações sobre o caso, ela tem de avisar à Justiça mesmo assim.
Nesta quinta, o ministro da Advocacia Geral da União (AGU), Luis Inácio Adams, afirmou que Dilma responderá por escrito.
Os depoimentos de testemunhas arroladas pelas defesas na Operação Zelotes começam nesta sexta-feira na Justiça Federal, em Brasília. Para a próxima segunda-feira, estão marcados os depoimentos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-ministro Gilberto Carvalho.
Medidas provisórias editadas no governo Lula estão no centro das investigações da Zelotes, que apontam que havia colaboradores dentro do Palácio do Planalto para que MPs fossem editadas com o texto favorável aos interesses das montadoras.
Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, também é investigado na operação. A empresa dele recebeu R$ 2,5 milhões da empresa Marcondes e Mautoni por uma consultoria em que foram dadas informações copiadas da internet, segundo a PF.

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