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FHC a Cerveró: compra de empresa argentina foi exemplar


Da Folha de S.Paulo – Daniela Lima
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vê uma operação para vincular seu partido, o PSDB, à Operação Lava Jato, mas diz que a ofensiva não o inquieta.
"Esta tentativa de misturar o PSDB com os demais na Lava Jato não me preocupa", afirmou o tucano à Folha. "Não tem base."
A fala de FHC é uma resposta à citação do delator Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras. Segundo documento apreendido no gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso por participação no esquema, Cerveró diz que a compra da empresa argentina PeCom pela estatal brasileira, em 2002, envolveu o pagamento de R$ 100 milhões em propinas ao "governo FHC".
O ex-presidente diz que procurou antigos dirigentes da estatal, como o ex-diretor financeiro João Nogueira, para apurar o assunto. Ele afirma que o preço da operação "foi considerado baixo, pois a Argentina estava em crise".
FHC também ressalta que Cerveró não era diretor da Petrobras na época e diz que a compra da empresa citada pelo delator "se transformou em um 'case' em Harvard, tão limpamente foi feita".
FHC disse ainda que, no documento, Cerveró não diz quais integrantes do governo teriam recebido propina nem quem teria pago. "Fica só o mau cheiro no ar, sem que se possa usar desinfetantes".

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