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Aécio: "Governo está perdido em meio à crise"


Josias de Souza
Em nota divulgada na noite desta quinta-feira (28), o senador Aécio Neves desqualificou a agenda econômica apresentada pelo governo aos membros do Conselho de Desenvolvimento Econômica e Social (CDES). Presidente do PSDB, principal partido de oposição, Aécio referiu-se à reunião do ‘Conselhão’ como uma mera jogada publicitária de Dilma.
Aécio anotou: “Infelizmente, ao invés de mostrar concretamente suas propostas de reformas, o governo federal mais uma vez faz uso de manobras midiáticas para tentar artificialmente criar uma agenda positiva. No final, essas medidas de marketing apenas agravarão a crise de credibilidade deste governo e dificultarão ainda mais o ajuste macroeconômico a ser feito. Infelizmente, o governo está perdido em meio a crises de naturezas diversas que vêm empobrecendo os brasileiros e tirando deles a esperança de um futuro melhor. E mais uma vez faltou a coragem necessária para fazer o que precisa ser feito.”
Aécio duvida que a promessa do governo de ofertar R$ 83 bilhões em créditos subsidiados vá reanimar a economia. Por três razões: 1) Essa é “a mesma política que foi adotada desde 2009 e que não levou ao aumento do investimento; 2) “Sem confiança e credibilidade, mesmo que houvesse queda dos juros, os empresários não iriam investir sem que o governo aprove medidas estruturais de controle do gasto; 3) “Com o nível de endividamento das famílias hoje em 46% da renda e com o risco de perder emprego, os consumidores não entrarão em uma aventura de aumentar a sua dívida.”
Ex-adversário de Dilma na sucessão presidencial de 2014, Aécio insinuou que a presidente ainda não sabe como fazer para colocar em pé reformas que considerava desnecessárias na campanha eleitoral. “O governo, mesmo depois de 13 anos no poder, não tem ainda convicção do que fazer. Qual a proposta do governo de reforma tributária? Qual a proposta do governo de reforma da previdência? Qual a proposta do governo para retomar os investimentos no setor de petróleo? Simplesmente não sabemos.”
Irônico, Aécio insinuou também que a prioridade de Dilma não é seduzir os empresários, sindicalistas e intelectuais que integram o Conselhão. Antes de tudo, a presidente terá de se entender com o seu partido: “É inútil reunir 92 pessoas quando todos nós sabemos que hoje o maior empecilho para se estabelecer o consenso mínimo para reformas estruturais é a posição do Partido dos Trabalhadores, que tem se mostrado contrário ao ajuste fiscal e demanda a volta da desastrosa política econômica denominada ‘Nova Matriz Econômica’.”

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