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Geddel será interrogado na semana que vem


A Justiça Federal em Brasília marcou o interrogatório do ex-ministro Geddel Vieira Lima para a terça-feira (6) da próxima semana. Ele sairá do presídio da Papuda, a 30 km do centro da capital, escoltado por policiais, para ser ouvido no processo em que é acusado de obstrução de Justiça.
Esse é o processo que levou Geddel a ser preso pela primeira vez, no ano passado. Ele é investigado pela tentativa de atrapalhar a delação premiada do operador Lucio Funaro, quando ele ainda estava em tratativas com a Procuradoria Geral da República (PGR).
Segundo as investigações, Geddel fez contatos telefônicos constantes com a esposa de Funaro, Raquel Albejante Pita. Procuradores dizem que o objetivo de Geddel era sondar como estava o ânimo do doleiro e garantir que ele não fornecesse informações às autoridades
Após o interrogatório de Geddel, o processo entrará na reta final. Faltarão só as alegações finais do Ministério Público e da defesa e, a partir daí, o caso já estará pronto para sentença. A expectativa é que a decisão da Justiça saia ainda em fevereiro.
No mesmo dia da audiência com Geddel, também será ouvido, no mesmo processo, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Ele é testemunha de defesa de Geddel.
O depoimento de Padilha foi marcado pela Justiça, apesar de ele ser ministro e ter prerrogativa de escolher hora e local. É que o juiz Vallisney de Oliveira, responsável pelo caso, informou que Padilha não respondeu à soliciação judicial dentro do prazo. Com isso, o juiz aplicou um entendimento, firmado pelo Supremo Tribunal Federal, de que, nesses casos, a Justiça pode marcar o depoimento para a data e horário que avaliar como mais adequados.
Em nota, a defesa de Padilha disse que não comenta o caso "fora dos autos, em respeito institucional ao Poder Judiciário".
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