Pular para o conteúdo principal

Temer atira em quem tenta andar com as próprias pernas

Aliados de Maia e Meirelles dizem que  Temer atira em quem tenta andar com as próprias pernas

presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e oministro Henrique Meirelles (Fazenda) reagiram da mesma forma às declarações de Michel Temer sobre a eleição de 2018: com o silêncio. Dos dois lados a leitura foi a de que para sinalizar que o árbitro do jogo é ele, Temer atirou nos aliados que tentam se projetar com as próprias pernas e enalteceu Geraldo Alckmin (PSDB), alvo de desconfiança sobre suas chances dentro do próprio partido. Para o tucano, o aceno veio em boa hora.
Meirelles determinou que ninguém em sua equipe falasse sobre a entrevista do presidente ao “O Estado de S. Paulo”. Os auxiliares obedeceram com o nariz tampado. Nos bastidores, disseram que Temer foi desleal ao desidratar as chances de o ministro concorrer ao Planalto no momento em que ele é alvo da artilharia de Maia.
O titular da Fazenda amanheceu com a fala de Temer de que prefere que ele continue ministro e terminou o dia com o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela Standard & Poor’s. Sem reforma da Previdência, as outras grandes agências devem fazer o mesmo.
A repercussão das declarações levou o presidente a dizer que não fala mais sobre eleição até que chegue o momento adequado.
A fresta aberta por Temer para uma aliança eleitoral com Alckmin foi vista no MDB como um atalho para pavimentar o apoio dos tucanos à reforma da Previdência. Eventual parceria com o PSDB, porém, não agrada à bancada do partido na Câmara.


Para os aliados do tucano, o gesto de Temer reforça a importância do governador paulista no jogo político e encerra a narrativa de remorso pela posição dúbia do PSDB durante a votação das denúncias.  (Painel - Folha de S.Paulo - Danela Lima)
http://www.blogdomagno.com.br/?pagina=1

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...

O milagre do Natal de 2017

Vinicius Torres Freire – Folha de S.Paulo "84 SERÁ igual ou pior que 83", dizia a manchete desta  Folha  no Natal de 1983, baseada em pesquisa com empresários. O Brasil vivia o pior triênio de recessão do século. Em 1983, a economia encolheu 2,9%. No entanto, em 1984, cresceria 5,4%. Um grande erro feliz de previsão. Pode acontecer em 2017? Hoje, dia de festa, vamos mudar um pouco de assunto. Vamos falar mais do espírito dos Natais de crises passadas. "Henry Ford confia num próximo melhoramento da situação econômica" era a primeira notícia da "Folha da Manhã" do Natal de 1931, outro fim de triênio triste da economia. Ford errou. A economia americana melhoraria apenas uma década depois, na Segunda Guerra. "Várias opiniões favoráveis à Constituinte" era a manchete política. O Brasil vivia sob o governo provisório da Revolução de 30. Golpe? Divertida mesmo era a publicação de mais um capítulo inédito de "Viagem ao Céu", de Mo...