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Petista defende saída de Moro da Lava Jato


Em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-líder da bancada do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), fez duras críticas ao juiz federal Sérgio Moro. Pimenta disse que o partido não está surpreso com o acolhimento da denúncia contra Lula, mas disse que Moro não tem condições de continuar presidindo a ação por falta de isenção.
"Temos denunciado que o juiz Sérgio Moro não reúne mais as condições adequadas e necessárias para continuar como juiz desse processo", declarou. Para Pimenta, Moro confunde seu papel com o de um promotor ou delegado de Polícia, o que tira dele a isenção exigida para um magistrado. "Ele já tem uma posição preconcebida e que age de maneira seletiva procurando criminalizar o presidente Lula, mesmo sem a existência de provas", emendou.
Pimenta considera que ação reforça que Lula é "um perseguido político da Lava Jato", cujo objetivo é impedi-lo de ser candidato à presidência da República em 2018.
"A velocidade que o Moro aceitou a denúncia demonstra que o objetivo dele é proporcionar uma condenação em curto prazo para que seja feito um recurso para o tribunal e, mantida essa decisão, pela lei do Ficha Suja, o presidente ficará inelegível. Este é o último capítulo do golpe", concluiu.
O deputado disse que o partido vai incorporar a pauta de defesa de Lula nas mobilizações que serão organizadas. O objetivo será mostrar que a intenção é impedir o ex-presidente de se candidatar em 2018. "Nosso sentimento é de indignação. Não vamos ficar resignados diante disso", reforçou.
Pimenta afirmou também que a inclusão da ex-primeira-dama Marisa Letícia no processo foi para "atingir" Lula. "Entendemos isso como provocação", disse.
Ele reclamou que as denúncias do ex-advogado-geral da União, Fábio Medina Osório, sobre a suposta tentativa do governo Temer de barrar a Lava Jato não foram consideradas pelo Ministério Público. "Nós sabemos que esse golpe tem vários interesses objetivos e um deles é impedir que a investigação possa chegar a um conjunto de indivíduos que temem os desdobramentos dessas investigações".

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