Pular para o conteúdo principal

Um juri simulado sem sentença


Carlos Chagas
Tanto os meninos procuradores de Curitiba quanto o companheiro igual a Jesus Cristo prenderam a atenção nacional quarta e quinta-feira da semana que ainda não terminou. Nos dois casos, a primeira e fugaz impressão foi de que tanto Deltan Dellaignol quanto o Lula convenceram. Deixando a poeira assentar, verifica-se que agradaram os respectivos auditórios, mas em nenhum momento contribuíram para esclarecer a tertúlia que envolve o ex-presidente da República e seu partido.
Pode-se concluir que deu empate a exagerada troca de agressões transmitida pela televisão. Dellaignol só não acusou o Lula de lobisomem, enquanto o Lula inaugurou a temporada sucessória de 2018 apresentando-se com o mesmo figurino que veste desde os tempos de torneiro-mecânico.
Nem o procurador nem o ex-presidente contribuíram para derrotar o adversário. Um acusando violentamente sem fornecer provas. O outro ignorando as acusações e preferindo relacionar sua performance no palácio do Planalto como promessa para o futuro.
Resultado: quem era Lula continuou sendo Lula. Quem abominava o ex-presidente continuou abominando.
Já vivemos entreveros mais emocionantes e menos enfadonhos. O país inteiro já sabia de antemão cada detalhe da defesa e da acusação daquele juri simulado cuja sentença permanece em branco.
Ficou confirmado que o Lula é candidato e que Dallaignol quer ver o ex-presidente na cadeia. O veredito será conhecido antes de  2018?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...

DIA DO MÉDICO VETERINÁRIO

9 de setembro – Dia do Médico Veterinário: a importância de se reconhecer esse profissional Foi  em 09 de setembro de 1933 que o presidente  do Brasil, Getúlio Vargas, assinou o Decreto Lei nº 23.133, que regulariza a profissão e o ensino da medicina veterinária no país. Em reconhecimento, o Dia do Veterinário passou a ser comemorado nessa data. A Medicina Veterinária é a ciência que se dedica à prevenção, controle, erradicação e tratamento de doenças, traumatismos ou qualquer outro agravo à saúde dos animais, além do controle da sanidade dos produtos e subprodutos de origem animal para o consumo humano. A medicina veterinária também busca assegurar a qualidade, quantidade e a segurança dos estoques de alimento de origem animal através do controle da saúde dos animais e dos processos que visam obter seus produtos (tais como carne, ovos, leite, couro, etc.), assim como sua distribuição, venda e preparo. As áreas em que o médico veterinário pode atuar são diversas, como Sa...