O ex-presidente Lula arrolou o ministro do TCU, José Múcio Monteiro Filho, como uma de suas testemunhas de defesa num dos processos a que responde por suposto envolvimento na Operação Lava Jato.
Foi o próprio ministro quem deu a informação ao ser entrevistado hoje (19) pela Rádio CBN do Recife.
Ele disse estar torcendo para que todas as investigações sejam concluídas e para que o ex-presidente Lula saia-se bem pelo que representou e ainda representa para a história do Brasil.
Enquanto isso, o juiz Sérgio Moro aceitou nesta segunda-feira (19) mais uma denúncia contra o ex-presidente, que agora é réu em cinco processos.
A denúncia aponta que Lula participou de um esquema para desviar entre 2% e 3% dos valores de contratos assinados entre a Odebrecht e a Petrobras.
Com isso, a Odebrecht teria comprado a sede do Instituto Lula, em São Paulo, e um apartamento de cobertura vizinho ao que o ex-presidente mora em São Bernardo do Campo.
Ao tomar conhecimento da decisão do juiz Sérgio Moro, o Instituto Lula divulgou a seguinte nota:
O Instituto Lula reafirma que nunca teve outra sede a não ser o sobrado onde funciona até hoje, adquirido em 1990 pelo Instituto de Pesquisas e Estudos do Trabalhador (IPET).
O Instituto sempre recebeu doações legais, declaradas e dentro da lei. O ex-presidente Lula nunca solicitou vantagens indevidas e sempre agiu dentro da lei antes, durante e depois da presidência da República.
A Lava Jato, que começou investigando desvios na Petrobras, se tornou uma perseguição ao ex-presidente Lula, aceitando ações capengas e sem provas sobre um apartamento que o ex-presidente aluga e um terreno que jamais foi pedido ou usado pelo Instituto Lula para justificar uma perseguição política que tem como objetivo impedir que Lula seja candidato em 2018.
O ex-presidente continuará a se defender na Justiça.
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