Folha de S.Paulo – Nicola Pamplona
A Petrobras anunciou nesta quarta (21) a venda de participações em áreas do pré-sal e usinas térmicas para a francesa Total, como parte de um acordo de cooperação entre as duas companhias assinado em novembro.
A operação tem o valor total de US$ 2,2 bilhões, dos quais cerca de US$ 1,6 bilhão entrarão no caixa da estatal quando o contrato for assinado, em até 60 dias.
Os recursos, porém, serão contabilizados na meta de desinvestimentos da empresa para o período entre 2015 e 2016, que é de US$ 15,1 bilhões.
Com a operação anunciada nesta quarta, a arrecadação com venda de ativos chegou a US$ 13 bilhões.
Em entrevista, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse que a empresa trabalhará "até o dia 31 de dezembro" para cumprir a meta.
Conforme a Folha antecipou, o acordo com a Total prevê a venda de fatias em duas áreas que estão entre as mais promissoras do pré-sal, os blocos BM-S-9 e BM-S-11, na Bacia de Santos.
No primeiro, a Petrobras repassará para a Total 22,5% da concessão de Iara, que tem três campos (Sururu, Berbigão e Oeste de Atapu).
Após a operação, a Petrobras fica com 42,5% do negócio. Os outros parceiros são a Shell, com 25%, e a Galp, com 10%.
No BM-S-11, a Total ficará com 35% do campo de Lapa, que entrou em produção esta semana. A Petrobras manterá uma participação de apenas 10%.
Os outros parceiros são Shell, com 30%, e Repsol, com 25%.
Nesta área, está hoje o maior campo produtor de petróleo do país, Lula, com mais de 600 mil barris por dia.
Parente explicou, porém, que os atuais sócios no projeto poderão exercer direito de preferência sobre a fatia oferecida à Total.
Na área de exploração e produção, as empresas acordaram ainda desenvolver estudos conjuntos em bacias petrolíferas na região Norte e ao sul da Bacia de Santos, onde a Total já mantém atividades.
Além disso, a Petrobras terá direito de compra de participação em um bloco da Total no México.
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