Pular para o conteúdo principal

Pânico em Brasília: escapar da delação da Odebrecht

A delação da Odebrecht deixa Brasília sem dormir e expõe as artimanhas de governo e Congresso para reduzir os efeitos punitivos da Lava Jato

ÉPOCA – Bruno Boghossian e Alana Rizzo
Rodrigo Janot subiu ao 3º andar do Palácio do Planalto no fim da tarde da última quarta-feira (15) para apresentar um ultimato ao presidente Michel Temer.
O procurador-geral da República avisou que as autoridades da Suíça ameaçavam abandonar um acordo de cooperação para investigar os casos de corrupção na Operação Lava Jato, travado há mais de um ano, porque o governo brasileiro não se entendia sobre quem deveria comandar a força-tarefa internacional no país.
Janot avisou que ou Temer garantia a liderança da equipe para o Ministério Público – tirando poderes do Ministério da Justiça e da Polícia Federal – ou o acordo seria rompido.
E recairia sobre o governo Temer a mancha de criar um obstáculo à Lava Jato. Em poucos minutos, o presidente cedeu.
Mandou elaborar um memorando de entendimentos a ser assinado pelas autoridades brasileiras e suíças que estabelece que as chamadas Equipes Conjuntas de Investigação serão comandadas apenas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em todos os casos que tramitarem em Tribunais Superiores no Brasil.
A Polícia Federal só vai participar quando os processos e inquéritos estiverem em Cortes de primeira e segunda instâncias.

Temer ajudou Janot a vencer uma batalha contra a PF, atender a um pleito corporativo e acumular poder às vésperas de deixar o cargo.
https://www.blogdomagno.com.br/?pagina=1

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

Sem dinheiro, Exército deixa Força no Haiti

Leandro Mazzini - Coluna Alvorada Sucumbiu no cofre da União a ideia política de fazer bonito perante a Organização das Nações Unidas (ONU), na tentativa de ganhar respeito no Conselho de Segurança e conseguir um assento na patota nuclear. Com os cortes no Orçamento deste ano e as verbas minguadas a cada dia, o Exército do Brasil vai deixar a Minustah no Haiti. Para não fazer feio, ainda envia o último contingente esta semana, para os últimos seis meses de vigilância. A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) foi criada e organizada pelo Conselho de Segurança da ONU para manter a ordem e evitar a tomada do poder por guerrilhas no país caribenho, após a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. A presença por força política tornou-se essencialmente social após o terremoto de 2010, quando mais de 200 mil pessoas foram vitimadas. A tropa que parte para a capital Porto Príncipe foi apresentada neste domingo, na Praça dos Três Poderes em Brasíli...

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...