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Ministro nega ter participado de mensalinho no MT


Bairo Maggi concedeu entrevista coletiva durante a Expointer em Esteio (Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini)

Em entrevista coletiva durante a abertura da Expointer, ministro da Agricultura afirmou ter orientado parlamentares que pediam 'complementação de salário' a colocarem as demandas no 'orçamento'.
Por G1 RS
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, negou neste sábado (26) que tenha cometido irregularidades enquanto foi governador do Mato Grosso. Em entrevista coletiva durante a abertura da Expointer em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre, Maggi afirmou ter orientado deputados estaduais que pediam pagamentos de "complementação de salário" a colocarem as demandas no "orçamento".
"Quando me elegi, algumas lideranças da Assembleia Legislativa me procuraram e eles tinham algumas demandas, que o governo anterior fazia repasses para que eles pudessem ter uma complementação de salário ou coisa parecida, para fazer suas atividades. Eu fui muito claro, disse que não aceitaria esse tipo de situação. E de fato não aceitei. E disse a eles que colocassem tudo que eles tinham necessidade dentro do seu orçamento e que o governo, o Executivo, passaria para o orçamento do Legislativo e que eles que administram, façam como querem, do jeito que querem, e da maneira que podem fazer", disse o ministro.
Em delação premiada, o também ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB) acusou Maggi de participar de um esquema de corrupção no estado. Segundo ele, os deputados estaduais recebiam um "mensalinho" para não denunciar fraudes e desvios do governo e na Assembleia Legislativa. Barbosa foi vice de Maggi entre 2003 e 2010, e no ano seguinte foi eleito para o cargo.
O ministro reconheceu que o pedido feito pelos deputados no início do mandato indicava que o "mensalinho" era pago nos mandatos anteriores. Ele afirma que, à época, não fez nenhuma denúncia.
"Não [denunciei] porque eu botei dentro do orçamento, construímos um novo orçamento e foi embora. Agora, os valores que nós colocamos são valores menores, inclusive, que a própria Assembleia vinha recebendo anteriormente. É só pegar ao longo do histórico dos repasses que foram feitos, estará declarada muito claramente a diminuição que foi dos repasses para a Assembleia", argumentou.


O ministro disse que, se a mesma situação acontecesse atualmente, ele denunciaria. "Se eu tivesse a experiência que tenho hoje, eu faria [denúncia]. Mas eu saí da fazenda, fui virar governador e não tinha essas coisas que hoje eu conheço", afirmou.
http://www.blogdomagno.com.br

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