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Temer diz que reforma da Previdência não é muito ampla

Com dificuldades para obter os 308 votos necessários para alterar as regras previdenciárias, o presidente Michel Temer afirmou, hoje, ao discursar em um evento no Palácio do Planalto, que a reforma da Previdência Social "não é muito ampla".
Nas últimas semanas, diante da advertência de aliados de que o texto aprovado pela comissão especial da reforma da Previdência não seria aprovado, o governo federal começou a articular, em conjunto com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), uma versão mais enxuta da proposta que altera as regras previdenciárias.
No discurso desta terça, o presidente da República ressaltou que, entre as poucas alterações nas regras atuais, a reforma irá estabelecer uma idade mínima de aposentadoria: 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.
Ele também destacou que a nova versão da reforma irá equiparar o sistema público e privado de Previdência.
"Quando os senhores verificarem na televisão, uma certa publicidade, não se trata disso, trata-se de esclarecimento. As manifestações equivocadas quanto à reforma têm sido muito amplas. O que temos feito é dizer: olha, vamos fazer uma reforma que vai trazer vantagens para a Previdência Social, mas ela não é muito ampla. Temos o limite de idade e vamos equiparar o sistema público e privado", discursou Temer no evento de lançamento de um pacote de serviços digitais do governo com serviços sobre emprego.
"Temos que esclarecer o que precisamos fazer para podermos sobreviver nos próximos anos. Se não fizemos a reforma da Previdência, podemos entrar em climas de países da Europa que deixaram para muito tarde [as reformas previdenciárias] e quando tiveram que fazer tiveram que cortar 40% das aposentadorias", complementou o presidente.
Além de desidratar o texto da reforma, Temer passou a negociar com líderes da base aliada mudanças no primeiro escalão para atender às reinvindicações do "Centrão" por mais espaço na Esplanada dos Ministérios.
O principal alvo da cobiça dos parlamentares do "Centrão" é a cota dos ministérios do PSDB, partido que comanda quatro pastas, mas não tem mais garantido apoio ao governo Temer.
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