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Discurso de golpe não se sustenta

A presidente Dilma Rousseff tenta reescrever a história ao definir o presidente afastado da Câmara, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), como o responsável pelo impeachment, "o articulador do golpe". No Conselho de Ética, o ministro Jaques Wagner se reuniu com Cunha várias vezes – em encontros não previstos na agenda oficial.
Hoje, após o Senado notificá-la sobre o afastamento por até 180 dias, Dilma voltou a acusar o peemedebista de golpista, como se o impeachment não estivesse previsto na Constituição Federal de 1988.
Em discurso no Palácio do Planalto, Dilma afirmou que combaterá o golpe e inflamou a militância petista, especialmente a comandada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Movimento Trabalhador Rural Sem Terra (MST).


Nem em sua queda, Dilma demonstra grandeza. A oposição avalia que não é papel de um chefe de Estado inflamar as massas, questionar as instituições do Brasil. Até porque o impeachment foi referendado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), guardião da Constituição.

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