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De onde saiu a verba para bota-fora de Cunha?


Prestes a desocupar a residência oficial da Câmara, o deputado afastado Eduardo Cunha e sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz, promoveram um bota-fora no imóvel nesta quarta-feira. O casal convidou para um churrasco musical, embalado por uma cantora sertaneja, os seguranças, os motoristas e a legião de funcionários que lhes prestam serviços na casa.
Ao perceber que a festa atraíra lentes de filmadoras e de máquinas fotográficas, Cunha plugou-se no Twitter. Postou três notas (repare abaixo). Disse que alimentou os funcionários “para agradecer”. Reconheceu “a atenção dispensada” a ele e à sua família. Estendeu os agradecimentos à “equipe de segurança.”
É tocante a gratidão de Cunha às mais de quatro dezenas de funcionários que o cercaram de atenções. No entanto, o deputado se absteve de elucidar a dúvida mais inquietante: quem pagou pelo churrasco? Indagado, Cunha disse que o dinheiro saiu do seu bolso. Será? Conforme já noticiado aqui, a permanência de Cunha na residência oficial custa pelo menos R$ 541 mil por mês.
Em condições normais, os gastos da Câmara seriam absurdos. Depois que o STF suspendeu o mandato de Cunha, afastando-o temporariamente da presidência, as despesas tornaram-se inaceitáveis. Há 20 dias, quando Cunha renunciou ao comando da Casa para tentar salvar o mandato, sua permanência na aba do Tesouro virou um assalto ao contribuinte. Como se fosse pouco, flutua agora na atmosfera seca de Brasília uma nova interrogação: de onde saiu o dinheiro que pagou o churrasco? Cunha precisa exibir as notas fiscais!

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