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Santana e mulher admitem mentira para proteger Dilma


Marqueteiro do PT disse a Moro que dinheiro recebido no exterior quitou dívida de campanha
O Globo - Renato Onofre, Cleide Carvalho e Sérgio Roxo
Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o publicitário João Santana e a mulher dele, Mônica Moura, admitiram, nesta quinta-feira, que receberam no caixa dois pagamentos da campanha de 2010 da presidente afastada, Dilma Rousseff, e que mentiram no primeiro depoimento à Polícia Federal, em março, para proteger a petista.
O casal afirmou que os depósitos no valor de US$ 4,5 milhões feitos pelo lobista Zwi Skornicki na conta deles na Suíça de fato serviram para quitar dívidas da campanha de 2010, que somavam R$ 10 milhões. Em março, quando foram presos, os dois haviam dito que o dinheiro era relativo à campanhas eleitorais que fizeram no exterior.
— Eu achava que isso poderia prejudicar profundamente a presidente Dilma — afirmou Santana. — Eu que ajudei, de certa maneira, a eleição dela, não seria a pessoa que iria destruir a presidente. Nessa época, já se iniciava um processo de impeachment, mas ainda não havia nada aberto. Sabia que isso poderia gerar um grave problema.

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