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Para impeachment, Temer precisa de Renan e Maia


Blog do Kennedy
O presidente interino, Michel Temer, tem conseguido manter com o Congresso uma relação melhor do que a da presidente afastada, Dilma Rousseff. Continuar nessa linha é uma prioridade do jantar desta segunda com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Temer precisa agradar a Renan Calheiros, que é fundamental para ajudá-lo a viabilizar os votos no PMDB e no Senado a fim de aprovar o impeachment de Dilma de forma definitiva. Temer quer nomear para o Ministério do Turismo um deputado federal ligado a Renan, Marx Beltrão, do PMDB de Alagoas.
Mas Beltrão é reu no Supremo por falsidade ideológica. Ou seja, é uma nomeação que, se concretizada, vai gerar desgaste.
Com Rodrigo Maia, Temer contará com maior facilidade para tentar aprovar projetos do seu interesse na Câmara, mas os dois têm um abacaxi para descascar: a cassação de Eduardo Cunha ao longo do mês de agosto.
Se Cunha escapar, Temer e Maia ficarão em maus lençóis e fortalecerão a versão de um golpe parlamentar contra Dilma. Se for cassado, Cunha poderá virar um homem-bomba incômodo para o governo, para o PMDB e até para o DEM de Rodrigo Maia, de quem foi aliado no passado recente.

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