Pular para o conteúdo principal

Para impeachment, Temer precisa de Renan e Maia


Blog do Kennedy
O presidente interino, Michel Temer, tem conseguido manter com o Congresso uma relação melhor do que a da presidente afastada, Dilma Rousseff. Continuar nessa linha é uma prioridade do jantar desta segunda com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Temer precisa agradar a Renan Calheiros, que é fundamental para ajudá-lo a viabilizar os votos no PMDB e no Senado a fim de aprovar o impeachment de Dilma de forma definitiva. Temer quer nomear para o Ministério do Turismo um deputado federal ligado a Renan, Marx Beltrão, do PMDB de Alagoas.
Mas Beltrão é reu no Supremo por falsidade ideológica. Ou seja, é uma nomeação que, se concretizada, vai gerar desgaste.
Com Rodrigo Maia, Temer contará com maior facilidade para tentar aprovar projetos do seu interesse na Câmara, mas os dois têm um abacaxi para descascar: a cassação de Eduardo Cunha ao longo do mês de agosto.
Se Cunha escapar, Temer e Maia ficarão em maus lençóis e fortalecerão a versão de um golpe parlamentar contra Dilma. Se for cassado, Cunha poderá virar um homem-bomba incômodo para o governo, para o PMDB e até para o DEM de Rodrigo Maia, de quem foi aliado no passado recente.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...

Reincidência faz de Dirceu um mártir do cinismo

Josias de Souza Ao  condenar  José Dirceu a 23 anos e 3 meses de cadeia, nesta quarta-feira (18), o doutor Sérgio Moro transformou em pó a análise de conjuntura que o diretório do PT aprovara horas antes. Na sentença do juiz da Lava Jato, Dirceu não é o “heroi do povo brasileiro” retratado no grito de guerra da militância, mas um criminoso  reincidente . Ainda assim, o documento do PT refere-se à Lava Jato como uma operação “golpista”. “A Operação Lava Jato desempenha papel crucial na escalada golpista”, anotou o PT na sua análise de conjuntura. “Alicerçada sobre justo sentimento anticorrupção do povo brasileiro, configurou-se paulatinamente em instrumento político para a guerra de desgaste contra dirigentes e governantes petistas, atuando de forma cada vez mais seletiva quanto a seus alvos, além de marcada por violações ao Estado Democrático de Direito.” Preso em Curitiba desde agosto de 2015, Dirceu foi sentenciado por ter recebido pixulecos que somam R$ 15 milh...