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Ela seria o próprio dilúvio


Carlos Chagas
São poucos os que acreditam, mesmo no PT, na possibilidade de uma reviravolta na sorte da já considerada ex-presidente Dima Rousseff. Está condenada. Tem uma semana para mudar o voto de seis senadores, dos 59 que já se manifestaram pelo seu impeachment. Missão  quase impossível, apesar de viável na teoria.
Enquanto agora faltam dez dias ou um pouco mais, especula-se com a hipótese de Madame ser reconduzida ao poder.  Seria o que de pior pudesse acontecer ao Brasil. Começa que ficaria sem vice-presidente, pois Michel Temer renunciaria. O atual ministério estaria demitido, por inteiro. No Congresso pareceria fora de propósito formar maioria, ainda que fosse grande o contingente de adesistas dispostos a dar o dito pelo não dito.
Na economia, os ínfimos resultados obtidos por Henrique Meirelles dariam lugar à maior das crises já verificadas na Republica. O número de desempregados se multiplicaria, assim como a  falência atingiria a maior parte das empresas nacionais.
A maior dúvida, porém,  diria respeito à mesma Dilma. Teria ela condições de governar uma nação nesse caso posta em frangalhos? Em que forças se basearia, já desligada do PT e sem um partido, sequer, que não a tivesse repudiado? Onde buscaria apoio,  sequer para encontrar auxiliares dispostos a acompanhá-la? Trata-se de um imperativo  categórico  reconhecer o malogro de um governo novamente chefiado por ela. Nem poderia repetir o vaticínio de Luís XV, aquele do “depois de mim o dilúvio”, pelo reconhecimento de que ela seria o próprio dilúvio.


Por tais motivos, afasta-se a visão do caos...

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