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Jefferson a Cunha: não estique demais a corda


“Eu já estive preso, sei como é aquele inferno"
Roberto Jefferson e Eduardo Cunha tiveram uma conversa franca por telefone na semana passada. O delator do mensalão tentou convencer o presidente da Câmara a dissuadir os deputados do PMDB de homenageá-lo, como forma de desagravo. Cunha pareceu convencer-se, mas voltou atrás.
A conversa evoluiu para a possibilidade de renúncia de Cunha.
Jefferson, condenado no mensalão, insistiu que a situação de Cunha é grave e opinou que ele estaria esticando demais a corda e deveria renunciar.
“Eu já estive preso, sei como é aquele inferno. Você olha no olho do carcereiro e ele te dá um pescotapa”.
Depois de uma breve pausa, Jefferson disse: “Quero ver como você vai ficar se sua mulher e sua filha tiverem de passar por isso”. A informação é de Vera Magalhães,  na coluna Radar da Veja
A propósito, segundo Leandro Mazzini, na sua coluna Esplanada,  a bancada do PT acompanha de perto a PEC protocolada na Câmara pela filha de Jefferson, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), que proíbe nova candidatura de ex-presidentes.


Muitos acreditam que a proposta não avança, porque ela inibe também as candidaturas para cargos de prefeitos e governadores, muito afeitos a voltar aos gabinetes depois que os deixam.

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