Pular para o conteúdo principal

Ministro peita Dilma, demite 32 e troca cúpula


Um embate ocorrido entre o Palácio do Planalto e o novo titular de Portos ajuda a entender como um governo frágil tem se rendido às exigências de aliados. O ministro da secretaria, Helder Barbalho (PMDB-PA), bateu de frente e venceu uma disputa contra Dilma Rousseff. Demitiu o número dois da pasta, o secretário de Infraestrutura, o diretor financeiro e outros 29 cargos estratégicos para nomear correligionários, entre eles o marqueteiro de sua campanha a governador em 2014.
Egresso do ministério da Pesca, Barbalho comanda agora uma estrutura por onde passam mais de 90% do comércio exterior brasileiro, com contato com as empresas mais relevantes do setor produtivo do país.
O novo secretário-executivo, Luiz Otávio Oliveira Campos, ex-senador, já foi condenado por fraudar empréstimos no BNDES, mas teve a punição extinta em 2013 por prescrição da pena.
Ele substitui Guilherme Penim, apontado pelo Palácio como responsável por montar os leilões para a concessão de portos que serão anunciados na segunda.
Barbalho também nomeou Diogo Peres Neto, que fez o marketing de sua campanha ao governo do Pará, como diretor de Gestão Corporativa. Tanto ele quanto o novo secretário-executivo são os novos “ordenadores de despesas” do ministério, com o poder de autorizar pagamentos.
Ao ser informada sobre as mudanças, a presidente Dilma determinou que Jaques Wagner (Casa Civil) evitasse as demissões, em especial a do secretário-executivo. O comando palaciano, entretanto, não prosperou.


Questionada, a secretaria diz que Luiz Otávio e Diogo Peres ocuparam funções semelhantes na Pesca e que seus nomes receberam aval da Casa Civil. Afirma, ainda, que o ministro mexeu, até aqui, em apenas 20% dos cargos da pasta.(Da Folha de S.Paulo - Painel - Natuza Nery)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

Sem dinheiro, Exército deixa Força no Haiti

Leandro Mazzini - Coluna Alvorada Sucumbiu no cofre da União a ideia política de fazer bonito perante a Organização das Nações Unidas (ONU), na tentativa de ganhar respeito no Conselho de Segurança e conseguir um assento na patota nuclear. Com os cortes no Orçamento deste ano e as verbas minguadas a cada dia, o Exército do Brasil vai deixar a Minustah no Haiti. Para não fazer feio, ainda envia o último contingente esta semana, para os últimos seis meses de vigilância. A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) foi criada e organizada pelo Conselho de Segurança da ONU para manter a ordem e evitar a tomada do poder por guerrilhas no país caribenho, após a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. A presença por força política tornou-se essencialmente social após o terremoto de 2010, quando mais de 200 mil pessoas foram vitimadas. A tropa que parte para a capital Porto Príncipe foi apresentada neste domingo, na Praça dos Três Poderes em Brasíli...

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...