Pular para o conteúdo principal

A vez de Renan


O governo está convencido da necessidade de fortalecer ainda mais a posição do presidente do Senado, Renan Calheiros, de forma a neutralizar as ações pró-impeachment na Câmara. Assim, há quem diga que haverá aí uma dança das cadeiras ministeriais em janeiro, de forma a dar um lugar ao sol na Esplanada para nomes indicados pelo senador. Embora Renan esteja investigado pela Lava-Jato, o Planalto considera que não há contra esse peemedebista provas da ordem daquelas que pesam contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

A avaliação que prevalece no governo é a de que somente um aliado forte ajudará a presidente Dilma a nadar para margem do rio da crise. Um aliado enfraquecido dará no governo um abraço de afogado, puxando todos para o fundo. E quem tem algum poder para ajudar a alcançar um patamar mais seguro hoje é Renan Calheiros e os senadores aliados.

Uma das vagas em aberto na Esplanada é a Secretaria de Aviação Civil, onde estava o temerista Eliseu Padilha. A bancada na Câmara esperava ficar com o cargo. Se for para entregar aos deputados, o governo terá que arrumar um outro lugar a fim de abrigar um aliado de Renan. (Denise Rothenburg – Correio Braziliense)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...

O milagre do Natal de 2017

Vinicius Torres Freire – Folha de S.Paulo "84 SERÁ igual ou pior que 83", dizia a manchete desta  Folha  no Natal de 1983, baseada em pesquisa com empresários. O Brasil vivia o pior triênio de recessão do século. Em 1983, a economia encolheu 2,9%. No entanto, em 1984, cresceria 5,4%. Um grande erro feliz de previsão. Pode acontecer em 2017? Hoje, dia de festa, vamos mudar um pouco de assunto. Vamos falar mais do espírito dos Natais de crises passadas. "Henry Ford confia num próximo melhoramento da situação econômica" era a primeira notícia da "Folha da Manhã" do Natal de 1931, outro fim de triênio triste da economia. Ford errou. A economia americana melhoraria apenas uma década depois, na Segunda Guerra. "Várias opiniões favoráveis à Constituinte" era a manchete política. O Brasil vivia sob o governo provisório da Revolução de 30. Golpe? Divertida mesmo era a publicação de mais um capítulo inédito de "Viagem ao Céu", de Mo...