Pular para o conteúdo principal

Planalto vê cerco a Cunha como vitória

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Estadão Conteúdo – O pedido de afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, foi visto no Planalto como uma cartada importante para virar o jogo do impeachment.
Para o núcleo político do governo, se o Supremo Tribunal Federal aceitar a solicitação da Procuradoria-Geral da República, a presidente Dilma Rousseff terá mais garantias de que o rito do impedimento não será manipulado.
Embora o Planalto tenha sofrido um revés com o voto do ministro do Supremo Edson Fachin – contrário à possibilidade de o Senado barrar a instauração de impeachment aprovado pela Câmara -, o pedido de afastamento de Cunha foi comemorado.
À noite, Dilma se reuniu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros Jaques Wagner (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) e José Eduardo Cardozo (Justiça), além do presidente do PT, Rui Falcão, no Palácio da Alvorada, para avaliar o agravamento da crise política e a estratégia de defesa
“Não conseguirão nada atacando minha biografia”, disse Dilma. “Sou uma mulher que lutou, amo o meu País e sou honesta. O mais irônico é que muitos dos que querem interromper o meu mandato têm uma biografia que não resiste a uma rápida pesquisa no Google”, afirmou ela, numa alusão a Cunha.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...

O milagre do Natal de 2017

Vinicius Torres Freire – Folha de S.Paulo "84 SERÁ igual ou pior que 83", dizia a manchete desta  Folha  no Natal de 1983, baseada em pesquisa com empresários. O Brasil vivia o pior triênio de recessão do século. Em 1983, a economia encolheu 2,9%. No entanto, em 1984, cresceria 5,4%. Um grande erro feliz de previsão. Pode acontecer em 2017? Hoje, dia de festa, vamos mudar um pouco de assunto. Vamos falar mais do espírito dos Natais de crises passadas. "Henry Ford confia num próximo melhoramento da situação econômica" era a primeira notícia da "Folha da Manhã" do Natal de 1931, outro fim de triênio triste da economia. Ford errou. A economia americana melhoraria apenas uma década depois, na Segunda Guerra. "Várias opiniões favoráveis à Constituinte" era a manchete política. O Brasil vivia sob o governo provisório da Revolução de 30. Golpe? Divertida mesmo era a publicação de mais um capítulo inédito de "Viagem ao Céu", de Mo...