Pular para o conteúdo principal

Advogado acusado de atrapalhar Lava-Jato segue preso

   
De O Globo - André de Souza
Edson Ribeiro defendia o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, negou pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do advogado Edson Ribeiro, acusado de atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato. Ribeiro defendia Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras preso por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção da estatal. Cerveró firmou um acordo de delação premiada para colaborar com a Justiça.
O advogado foi preso em novembro, após ter participado de uma reunião com o senador Delcídio Amaral (PT-MS), na época líder do governo no Senado, e com o ator Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras. Bernardo entregou o áudio da reunião à Procuradoria-Geral da República, o que levou à prisão também de Delcídio, de seu assessor Diogo Ferreira e do banqueiro André Esteves.
No encontro, Delcídio e Edson Ribeiro discutem uma possível fuga de Cerveró, preso em Curitiba, para a Espanha, uma vez que ele tem dupla cidadania. Também tratam de uma compensação financeira para o ex-diretor e a família dele, em troca de seu silêncio na delação premiada. Para isso, eles teriam tido ajuda de André Esteves.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

Sem dinheiro, Exército deixa Força no Haiti

Leandro Mazzini - Coluna Alvorada Sucumbiu no cofre da União a ideia política de fazer bonito perante a Organização das Nações Unidas (ONU), na tentativa de ganhar respeito no Conselho de Segurança e conseguir um assento na patota nuclear. Com os cortes no Orçamento deste ano e as verbas minguadas a cada dia, o Exército do Brasil vai deixar a Minustah no Haiti. Para não fazer feio, ainda envia o último contingente esta semana, para os últimos seis meses de vigilância. A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) foi criada e organizada pelo Conselho de Segurança da ONU para manter a ordem e evitar a tomada do poder por guerrilhas no país caribenho, após a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. A presença por força política tornou-se essencialmente social após o terremoto de 2010, quando mais de 200 mil pessoas foram vitimadas. A tropa que parte para a capital Porto Príncipe foi apresentada neste domingo, na Praça dos Três Poderes em Brasíli...

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...