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Imprensa proibida de abordar chantagem a Marcela

Hacker ameaçou Marcela Temer de jogar nome de presidente "na lama"

Jornal do Brasil
O juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, proibiu nesta sexta-feira (10) que a imprensa publique reportagens sobre as informações obtidas por um hacker a partir da invasão do celular da primeira-dama Marcela Temer e que comprometeriam o presidente Michel Temer.
O pedido na Justiça foi feito por advogados de Marcela Temer e a medida foi concedida pelo juiz em caráter de "urgência". Na decisão, Raposo argumenta que a "inviolabilidade da intimidade de Marcela tem resguardo legal claro", mas não cita conteúdo que envolveria o presidente da República.
Em abril do ano passado, à época da invasão do celular de Marcela Temer, quando Temer ainda era vice-presidente, a Polícia Civil de São Paulo, que estava subordinada a Alexandre de Moraes, que se tornou ministro de Temer posteriormente, suspeitou que se tratava de crime político. O colunista Cláudio Humberto, do jornal Metro, afirmou que os hackers tentaram despistar a real intenção do roubo de informações fazendo ameaças de tornar públicas as trocas de mensagens de Marcela com familiares, além de senhas e fotografias. À época, a Folha de S.Paulo informou que o hacker ameaçou Marcela de jogar o nome de Temer "na lama". 

"Pois bem, como achei que esse vídeo [na verdade, um áudio] joga o nome de vosso marido na lama. Quando você disse que ele tem um marqueteiro que faz a parte baixo nível… pensei em ganhar algum com isso”, ameaçou o hacker Silvonei José de Jesus Souza, que foi preso em maio e condenado em outubro do ano passado a cinco anos e 10 meses de prisão em regime fechado por extorsão e estelionato.
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