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Cabral atacou fraude no dia de receber a propina


Ao lado da mulher, Adriana Ancelmo, Cabral discursou contra fraude em dia de depósito de propina - Divulgação/Governo do Estado 08/09/2011

 O Globo - Marco Grillo
O discurso de Sérgio Cabral, então governador do Rio, foi enfático: os jogos de azar poderiam ser legalizados no Brasil, desde que fossem criados mecanismos de combate à lavagem de dinheiro. Por uma ironia, uma transferência bancária feita naquela mesma quinta-feira, 8 de setembro de 2011, foi usada como prova contra Cabral. Na sexta-feira, ele se tornou réu pelo crime com o qual se mostrava preocupado.
— O jogo no Brasil, se aberto e legalizado, poderia ser uma fonte de financiamento importante para vários setores. Bastaria criar instrumentos para coibir a lavagem de dinheiro, fazendo com que os recursos pudessem entrar formalmente nos tesouros nacional, estadual e municipal — defendeu Cabral, durante a inauguração da nova sede da Loterj.
Ao lado da mulher, Adriana Ancelmo — também ré e presa por lavagem de dinheiro —, o então governador posou para fotos segurando um cheque de R$ 1,5 milhão, valor que seria doado para o Hospital Pro Criança Cardíaca. Enquanto isso, US$ 4,6 milhões eram despejados em uma conta no Uruguai controlada pelos doleiros Marcelo e Renato Chebar.
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