Pular para o conteúdo principal

SETECENTAS E DUAS ou SETECENTOS E DUAS MULHERES?

Sabemos que numeral sempre concorda com o substantivo a que se refere. É como se fosse um adjetivo. Ninguém erraria ao dizer "No recinto havia setecentAs mulheres", "Compareceram novecentAs pessoas", etc.

A dúvida que muita gente tem é quando o número não é redondo. Afinal, o feminino na unidade permanece na centena, como em SETECENTAS E DUAS? Ou só o último elemento do numeral é que deve concordar em gênero, ficando então "SETECENTOS E DUAS mulheres?"

Nada disso. Sempre que possível, e necessário, os dois elementos devem ser flexionados no feminino.

Observe melhor:

SetecenTAS e DUAS mulheres

QuinhenTAS e UMA pessoas.

Veja que, quando o numeral não tiver feminino, não há flexão:

“Foram aprovadas no concurso DuzenTAS e DEZ mulheres” ("dez" não tem feminino, mas "duzentos" tem.)

Outro exemplo: “Para o novo escritório, foram compradas CENTO e OITO cadeiras” (nem "cento" nem "oito" têm feminino).

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...

O milagre do Natal de 2017

Vinicius Torres Freire – Folha de S.Paulo "84 SERÁ igual ou pior que 83", dizia a manchete desta  Folha  no Natal de 1983, baseada em pesquisa com empresários. O Brasil vivia o pior triênio de recessão do século. Em 1983, a economia encolheu 2,9%. No entanto, em 1984, cresceria 5,4%. Um grande erro feliz de previsão. Pode acontecer em 2017? Hoje, dia de festa, vamos mudar um pouco de assunto. Vamos falar mais do espírito dos Natais de crises passadas. "Henry Ford confia num próximo melhoramento da situação econômica" era a primeira notícia da "Folha da Manhã" do Natal de 1931, outro fim de triênio triste da economia. Ford errou. A economia americana melhoraria apenas uma década depois, na Segunda Guerra. "Várias opiniões favoráveis à Constituinte" era a manchete política. O Brasil vivia sob o governo provisório da Revolução de 30. Golpe? Divertida mesmo era a publicação de mais um capítulo inédito de "Viagem ao Céu", de Mo...