O ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy será nomeado diretor financeiro do Banco Mundial. O anúncio oficial deve ser feito na próxima segunda-feira (11), mas não há data definida para Levy assumir o posto. Trata-se do principal cargo financeiro da instituição, sediada em Washington. Na hierarquia do Banco Mundial, Levy estará abaixo apenas do presidente da instituição, Jim Yong Kim.
A nomeação de Levy foi antecipada durante um debate aberto realizado na capital norte-americana nesta sexta (8) pelo representante do Brasil no FMI (Fundo Monetário Internacional), Otaviano Canuto
Levy substituirá o francês Bertrand Badré, que exercia a função desde 2013. Entre as atribuições do cargo, conforme detalhadas no site do Banco Mundial, Levy será responsável pelas "estratégias de gerência financeira e de risco" do organismo, incluindo "o desenvolvimento de novos e inovadores produtos financeiros".
O francês Bertrand Badré, que Levy substituirá, deixa o banco após se envolver em algumas controvérsias. Uma delas foi um empréstimo de US$ 1 bilhão (R$ 4 bilhões) concedido pela China ao fundo de combate à pobreza do Banco Mundial. Parte de uma complexa transação financeira, o empréstimo foi questionado pela então tesoureira da instituição, Madelyn Antoncic, por supostamente ter violado as regras do banco. Uma auditoria externa, porém, concluiu que não houve irregularidade.
Outra polêmica foi um bônus de US$ 94 mil (R$ 379 mil) que Badré recebeu em 2014 e criou insatisfação entre funcionários do banco, especialmente porque ele foi um dos arquitetos da restruturação do banco que levou a cortes de US$ 400 milhões (R$ 1,6 bilhão) em despesas. Diante do mal-estar, Badré abriu mão de parte do bônus. (Da Folha de S.Paulo)
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