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Julgadores de Dilma: 60% têm processos na Justiça


Gleisi (PT), envolvida na Lava Jato, e Anastasia, que fez 'pedaladas' no Governo de Minas. Geraldo Magela Agência Senado
'Atlas Político' mostra que parcela dos que tem pendências é similar entre os pró e contra presidenta
El País - Gil Alessi
Nesta quarta-feira o Senado vota o afastamento provisório da presidenta Dilma Rousseff por 180 dias –  o que pode ser tornar o penúltimo passo para sepultar de vez o Governo da petista. Basta uma maioria simples no plenário (41 dos 81 senadores) para que o vice Michel Temer (PMDB) assuma a chefia do Executivo temporariamente.
A Casa Alta do Parlamento conta com ex-governadores, ex-ministros e até um ex-presidente entre seus integrantes e é considerada mais experiente, um contraponto à Câmara, repleta de políticos neófitos. Mas há algo no currículo de alguns senadores além dos cargos executivos já ocupados: de acordo com levantamento do Atlas Político, 49 deles (60%) são alvos de processos na Justiça.
Dentre os parlamentares favoráveis ao impeachment, o porcentual é de 61% (30 de 49), e entre os contrários 63% (12 de 19). Sete dos 13 senadores indecisos estão envolvidos em querelas judiciais. As acusações variam, mas as de lavagem de dinheiro, crimes contra a ordem financeira, corrupção e crimes eleitorais predominam.
O próprio senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator da Comissão Especial do Impeachment que  recomendou o afastamento de Dilma, chegou a enfrentar questionamentos por ter supostamente cometido o mesmo tipo de irregularidade atribuído à presidenta.

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