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Dilma: “golpe militar” turco, “parlamentar” no Brasil

O Estado de S.Paulo - Francisco Carlos de Assis

A presidente afastada Dilma Rousseff voltou a defender nesta segunda-feira, 18, seu mandato durante evento na Universidade Federal do ABC (UFABC), em São Bernardo do Campo, e a classificar de “golpe” o seu processo de impeachment. Diante de uma plateia formada por quase 500 alunos, professores e sindicalistas do ramo da Educação, Dilma começou seu discurso reforçando que o motivo do evento era debater a democracia.
 “Estamos aqui discutindo a democracia que permitiu no Brasil, com seus erros e acertos, a construção da política educacional, de ciência e tecnologia, e inovação”, afirmou. Dilma disse que o Brasil vive um “golpe de Estado”, mas diferente do que aconteceu na Turquia. “Eu acredito que estamos vivendo um golpe de Estado diferente do que aconteceu na Turquia, que vive na região um problema de guerra. A Turquia sofreu um golpe tipicamente militar. É preciso que a gente raciocine sobre as diferenças entre nós e o golpe lá, porque um dos maiores argumentos dos golpistas é que nós não vivemos um golpe porque não há armas e não existem tanques nas ruas.”
Na Turquia, de acordo com ela, há a tentativa de tirar o governo e, necessariamente, acabar com o regime democrático. “Nós vivemos um outro momento. Aqui no Brasil nós temos uma outra circunstância. Nós temos o golpe parlamentar, que alguns chamam de golpe frio, e outros de golpe institucional. Mas, se no golpe militar você tem o machado derrubando a árvore da democracia, no golpe parlamentar você tem os parasitas atacando a árvore. Isso é muito grave”, comparou a presidente afastada.

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